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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Só Precisamos de Mais Bolsos - Quinta Jogando #34


Muitas vezes há nuvens negras na discussão sobre o futuro dos jogos portáteis. A Nintendo precisa se adaptar ou morrer, dizem eles. O Vita prova que não há mais interesse em jogos portáteis. Jogos de iOS e Android com certeza vão dominar tudo. E, de fato, ninguém sabe de verdade o que o futuro reserva para um dos mercados de jogos mais antigos da história, mas também não precisa ser tão fatalista; os jogos portáteis podem acabar aguentando firme ainda por algum tempo.

O PlayStation Vita da Sony é um aparelho impressionante do ponto de vista técnico. Sua capacidade de jogar remotamente jogos do PS4 é bem atraente e, em sua pequena tela OLED, os jogos que ele roda ficam fantásticos. Ele também conta com dois controles analógicos, tela touch e uma superfície sensível ao toque na parte de trás que acaba sendo bem intuitiva. Baseado nisso, o PS Vita deveria ter sido a plataforma ideal para jogadores hardcore jogarem fora de casa. Todavia, a sua falta de sucesso não é prova de que o mercado está morrendo. O fracasso do PS Vita e do seu predecessor, o PSP, só prova que a Sony não é a Nintendo e não sabe lidar com o mercado portátil. Só para começar, o marketing deles é horrível e até os jogos da casa parecem não receber atenção nenhuma quando lançam.

O mesmo não pode ser dito da Nintendo, que se elegeu a campeã inquestionável dos portáteis. A velha guarda ainda chama o DS e o 3DS de "Game Boys", caramba. Isso parece ser um bom indicativo da reputação e do legado da Nintendo. As principais séries da empresa são reconhecidas ao longo de diversos grupos de consumidores, e a ubiquidade de Mario e seus amigos tornam os portáteis da Nintendo fáceis de se comprar. Enquanto eu trabalhava na Gamestop, eu frequentemente percebia pais que, por não terem noção do que comprar para seus filhos, gravitavam na direção dos jogos Super Mario. Claro, é circunstancial, mas a Nintendo claramente está, de algum modo, colocar suas garras nos jogadores mais novos. De onde se conclui que isso vem metade da reputação e metade do marketing criativo.

O Nintendo 3DS também continua tendo muito sucesso na sua região natal, o Japão. O portátil é um paraíso para os JRPGs, tem um apoio decente de outras produtoras como Capcom e Atlas, e oferece jogos que não são só jogos de console reduzidos; os jogos do 3DS são desenhados para encaixarem bem em um portátil. A Nintendo é particularmente boa em desenhar jogos especialmente para seus próprios sistemas. Seus portáteis são a escolha de quem quer ter a experiência definitiva em Pokémon, e isso foi e continua sendo uma força incontestável. Junte alguns jogos mais tranquilos como Animal Crossing e Harvest Moon, misture um pouco de Mario Kart e decore com Smash Bros. e voìla, você criou uma plataforma que com certeza vai dominar convenções, parquinhos e ônibus. Mas se a Nintendo está segura, por que eles começaram a desenvolver para mobiles?


A decisão da Nintendo de começar a desenvolver e publicar jogos mobile é frequentemente citada nos debates entre os gamers como sendo o jeito dela de se adaptar às mudanças do mercado, se afastando dos portáteis tradicionais. Mas não é bem assim. Apesar do fato que os mobiles e os portáteis ambos são jeitos de se jogar, é importante reconhecer que eles são mercados muito diferentes. O preço cobrado é diferente e, por consequência, a filosofia do design também acaba diferindo muito. Os métodos de controle, em particular telas de toque contra botões de verdade, também criam experiências únicas para cada plataforma. Um tipo de aparelho representa o mercado casual, enquanto o outro atrai mais os gamers tradicionais. É importante não confundir os dois mercados. A Nintendo, percebendo isso, não está abraçando os mobiles porque eles são o futuro. Ela está apenas expandindo seus horizontes.

É fácil ver de onde vem a especulação. Jogos mobile estão em todo lugar, e nós vemos crianças jogando Angry Birds ou o que seja para onde quer que viremos os olhos. Isso é, de fato, diferente da infância que muitos de nós tivemos. E sim, jogos mobiles costumam ser ou baratos ou gratuitos, e é difícil competir com isso. Mas os portáteis não estão competindo com os mobiles na maioria dos aspectos, então existe muito espaço para os dois coexistirem. Então, cabeça erguida, fãs dos portáteis; o futuro para vocês ainda parece muito bom.

Fonte: CheatCC

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Konami Abandona o Barco. Daqui a Pouco a SEGA Anuncia Um Mega-Drive 2000 - Quinta Jogando #14

Imagem: Malditos Invasores
Não faltam razões para se sentir desapontado com a Konami. Pode demorar um pouco até sabermos de tudo que rolou entre eles e Hideo Kojima, mas com certeza foi o maior babado, assim como toda a história ao redor de Silent Hills, quando a demo P.T. prometia tanto. Koji Igarashi também não deve ter ficado bem na história, apesar de seu projeto Bloodstained: Ritual of the Night também ter gerado expectativas. Nesse momento, está bem fácil odiar a Konami.

Qualquer veneno direcionado a eles também se justifica. Tantos caminhos se fecharam em 2015. Jogos que poderiam e teriam tido enorme sucesso de repente não poderão mais existir e para sempre carregarão o estigma de serem alvo de tanto drama. Que estresse. E o pior é que a Konami em si provavelmente vai ser muito pouco afetada por tudo.

Hideki Hayakawa anunciou novos caminhos para a Konami, no universo mobile. Desconsiderar jogos como Silent Hills e pessoas como Kojima são atos que não surpreendem, enquanto planos de uma empresa que está se afastando dos jogos de console. As decisões ainda parecem insensíveis, mas de repente podemos ver o quadro geral. Quando o foco da empresa muda, é lógico que haverão projetos que serão abandonados.

É uma atitude responsável. O custo de produção de um jogo para console, comparado com o de um jogo móvel, é enorme. Por mais incrível que Silent Hills poderia ter sido e por mais inovador que Kojima seja, o custo de produzir um e empregar o outro provavelmente pesava no bolso da Konami. Não seria prudente tocar qualquer dos dois para frente se a decisão foi a de se focar nos jogos móveis.

E a maior tragédia da história é que a decisão da Konami vai se provar perfeitamente válida. Isso se tudo der certo para eles, claro. Quem acessar a página de desenvolvedor deles na AppStore e Google Play verá uma boa quantidade de jogos freemium, com quase todos oferecendo dinheiro do jogo por dinheiro real. É só lembrar dos famosos/infames Clash of Clans da Supercell e Candy Crush da King. É isso que a Konami quer.

A Konami pisou na bola algumas vezes. As decisões deles são contra-intuitivas ao que nós, donos de consoles e portáteis, queremos. Mas, eles como empresa têm um novo foco, e embora muitos não concordem ou aprovem suas atitudes, o mais provável é que elas vão manter as contas fechando e valer a pena no futuro.

Fonte: CheatCC

quinta-feira, 19 de março de 2015

Zelda Crush, Clash of Marios e Pokémon City. Oh Deus - Quinta Jogando #6

Créditos da Imagem: Oficina da Net


O furo de reportagem que tomou conta da internet recentemente é o monumental acordo que a Nintendo fez com a DeNA, que você deve conhecer como o pessoal que fez o Mobage. Os grandes nomes da Nintendo vão começar a aparecer em smartphones e tablets, porque eles finalmente descobriram que tem muito dinheiro rolando lá. Parece ser uma parceria que vai trazer muita coisa boa para todo mundo que cresceu apaixonado pelos jogos da Nintendo velha de guerra, mas eu me pergunto se não é caso de desconfiar da esmola do santo.

Claro, ter mais jogos é sempre bom, ainda mais se forem títulos novos de personagens e franquias icônicas. Isso é demais. O problema é o tipo de jogo que pode acabar saindo dessa parceria da Nintendo com a DeNA. Podemos vero renascimento de nomes consagrados, mas também há a chance de que as coisas acabem não indo tão bem.

É só olhar para o recente Pokémon Shuffle. Eu adoro o jogo, como já disse antes. Eu acho que tem muito potencial, apesar dos elementos de free-to-play. Entretanto, ele depende muito de práticas que tornam a fórmula Pokémon Trozei um pouco menos interessante. A promoção mais recente em especial, onde só os 20.000 mais bem colocados ganhariam Lucarionite depois de uma batalha de evento, deixa gente de pé atrás. Ela mostra que um jogo gratuito da Nintendo pode ser divertido, coisa e tal, mas também está sujeito a decisões duvidosas.



A ficha corrida da DeNA também gera alguma preocupação. Eles têm uma porrada de jogos gratuitos que variam entre "regular" e "bonzinho". Só que todos eles têm os infames obstáculos de jogos gratuitos, o que pode tornar a experiência chata e apelativa. Eles até podem até lançar bons jogos, mas inevitavelmente vai aparecer uma máquina de cartão de crédito. Eles também vão entrar na categoria de "Pior Pesadelo de um Pai", já que algumas dessas compras internas podem passar de R$50,00.

E ainda por cima, houve o anúncio que a DeNA vai criar um serviço que roda não só em Android e iOS, mas também no 3DS, Wii U e PC. Se o objetivo dessa parceria fosse só levar jogos para as plataformas móveis, não haveria necessidade de outros consoles. Jogos gratuitos já apareceram no 3DS antes, com títulos como Steel Diver: Sub Wars e Rusty's Real Deal Baseball, mas ambos souberam o que fazer. Do jeito que está o Pokémon Shuffle e os outros jogos da DeNA, não dá para não se perguntar se títulos futuros vão oferecer microtransações do jeito certo.

E isso pode ter outro efeito colateral broxante. Todos sabemos muito bem como um jogo ruim pode manchar o nome de uma franquia. Final Fantasy, por exemplo. Eu conheço duas pessoas que juraram nunca mais jogar por causa da pataquada que foi a trilogia Final Fantasy XIII. É fácil estragar um jogo se ele não for feito com amor e carinho. Picross é um dos melhores jogos de puzzle da eShop do 3DS, mas imagine o quão irritante e desencorajador seria ter que pagar valores estapafúrdios por novas fases ou ter um número de partidas limitadas por um sistema de "vidas".

Agora não tem mais volta. Vai ser um bom negócio para a Nintendo. Eles com certeza vão ganhar dinheiro, mesmo se os jogos forem Candy Crush'es da vida, porque as pessoas não vão resistir a novos jogos de suas franquias favoritas. Só nos resta rezar que essa nova parceria com a DeNA seja feita direito, porque essa situação vai acabar muito, muito bem ou muito, muito mal. Oremos.

Fonte: CheatCC.com

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Pecados Mortais de Jogos Móveis (ou Deus Abençoe Sprinkle Islands) - Quinta Jogando #3



Em se tratando de jogos para celular, a oferta está em alta. Inúmeros estúdios estão correndo uns por cima dos outros para entregar experiências de alta qualidade por preços baixos ou inexistentes. É como se você fosse a menina mais bonita da night e todo mundo quisesse te levar para o motel. Com tantas opções, os padrões dos gamers aumentaram exponencialmente. Podem me chamar de "mimado" ou "detalhista", mas se o seu jogo comete algum dos pecados abaixo, por favor considere atualizá-lo, de preferência, logo.


8. Inundar a Central de Notificações


Claro, eu POSSO abrir o menu de opções e desativar as notificações se elas estiverem enchendo o saco, mas ainda dá nos nervos baixar um app de telefone que presume que pode interromper a minha vida humana. É mesmo necessário ocupar espaço de notificações com coisas importantíssimas como "o bichinho seiláqual está se sentindo sozinho. Venha brincar com ele"? Não há nada mais embaraçoso a um nível existencial do que descobrir que o meu telefone vibrou não por causa de uma mensagem de alguém querido ou um e-mail importante, mas por causa de um Minion do Meu Malvado Favorito me dando bronca porque eu não joguei o endless runner o bastante. Eles [Minion Rush] consertaram as notificações automáticas nas últimas atualizações do OS, mas a maioria dos jogos ainda tem a PACHORRA de perguntar se eles ainda podem mandar notificações. VAI PRO LIXO.


7. Filminhos Barulhentos Sempre Que o Jogo Abre


Perdão, esse jogo é da década de 90? Ninguém mais se impressiona com o milagre da tecnologia FMV. Uma animação no início é um ótimo jeito de aumentar a expectativa do jogador e imergi-lo na experiência, da primeira vez. Depois disso, é só um negócio tocando alto que nos faz cutucar a tela, irritados, tentando chegar no menu mais rápido. E fica pior ainda se eu estou tentando fazer o nº2 em um banheiro público e ela começa a tocar no último volume. Nada disso teria acontecido se vocês se contentassem com uma tela de apresentação normal! Agora todo mundo sabe que eu cago jogando no telefone! [Até onde eu sei, todo mundo faz isso, mas blz] PRO LIXO.


6. Arquivos Gigantes


Seu jogo pode ser a experiência mais dramática e revolucionária do mundo. Horas e horas de gameplay dinâmico e envolvente somadas a uma narrativa magistral. Tudo isso appresentado em gráficos qualidade HD, dublagem por celebridades e uma direção de arte fantástica. Infelizmente, ele pesa 1.2Gb e o papi precisa desse espaço para podcasts de entrevista engraçaralhos. [Para os BRs, é mais demorar três horas para baixar, eu imagino.] LIXO.


5. Conexão às Redes Sociais ou Conexão Constante


Vou contar a história de um joguinho que eu tinha. Era bem leve e casual, e tornava mas manhãs lotadas no ônibus um pouco melhor. Eu o recomendei para os amigos e até comprei uma coisa ou outra para agradecer pela diversão (aliás, é algo a se fazer com jogos gratuitos, não importa o quanto você é pobre ou criança). Então, depois de uma fatídica atualização, para jogar, eu tinha que estar online. O que era um passatempo se tornou um fantasma inútil quando eu precisava dele no metrô e um buraco negro no meu plano de internet nos outros lugares. Isso não é bom. Não façam isso. LIXO.


4. Não Deixar o Usuário Ouvir Música Durante o Jogo


Escute aqui e preste atenção. O seu jogo pode ser um simulador de realidade virtual imersivo baseado em áudio em que o jogador encarna um veterano da Guerra do Iraque tentando salvar a família de lobisomens, eu ainda vou querer poder ouvir minhas coisas enquanto jogo. Aqui não é a estréia de Cidadão Kane, é o meu telefone e eu faço quanto barulho eu quiser. LIXO.


3. Permissões Sinistras do Android


Isso não te diz respeito se você é um orgulhoso usuário de iOS (eles tomam todas essas decisões irritantes por nós!), mas no Android, você tem que dar permissão aos aplicativos para usarem certas funções e informações do seu celular. Eu só imagino o alerta vermelho do detector de Mentira! de alguém que baixe um clone do Flappy Bird que gere essa janela:




Na melhor hipótese, o jogo vai te enfiar anúncios até no umbigo. Na pior, os desenvolvedores vão roubar sua identidade e usar seu rosto de máscara. LIXO.

2. Telas de Carregamento

Nada quebra mais o frágil estado de fluxo de um jogo móvel do que uma tela de loading. Ela te acerta com um Horiuguem de autoconsciência quando o jogo é interrompido por um minuto inteiro e você percebe que você está em público, literalmente brincando sozinho. Fomos mimados por nossos velhos Game Boys e tijolões Nokia, sempre prontos para alguns minutos de diversão. Se um jogo de celular é tão complicado que precisa de uma barra de progresso, eu fico com a impressão de que os criadores queriam é fazer um jogo de console. LIXO.

1. Todas as Outras Razões Que Criaram a Seção "Jogos de Verdade" na App Store.




Sério mesmo? Precisaram criar uma categoria própria? Se o seu jogo contribuiu para o fato de agora haver uma seção especial de jogos sem microtransações, recargas de vida ou DLCs, eu coloco seu nome na macumba. Se você contribuiu para as pilhas Wall-E-escas de clones "Puzzle Gem Candy Dragon War of Clans", vá pro raio que te parta, porque a noção de pagar uma vez para jogar e não fazer uma série viciante de micropagamentos virou a exceção. Se eu quisesse ficar preso na prisão psicológica de uma caixa de Skinner repetindo a mesma tarefa arbitrária para ganhar recompensas sem sentido, eu continuava jogando Pokémon no 3DS. LIXO.


Fonte: Dorkly.com