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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Asteróides Podem Fazer A Estrela Da Morte Deixar De Ser Um Completo Absurdo - Quarta Científica #39
Para todos os meninos e meninas que sonham em, um dia, governar a galáxia com uma gigantesca arma de destruição em massa, a NASA pode dar umas dicas. O melhor jeito é minerar asteroides e usar o material para construir a Estrela da Morte diretamente no espaço.
Em um vido da Wired, Brian Muirhead, engenheiro-chefe do Laboratório de Propulsão à Jato da NASA, ilustra como a Asteroid Redirect Mission (Missão de Redirecionamento de asteroides) vai investigar o valor prático de se minerar um asteroide e, apesar dela não mostrar exatamente como se constrói uma Estrela da Morte, ela fará algo que ninguém nunca fez antes. Em 2023, uma sonda vai capturar uma pedra no espaço e colocá-la em órbita da lua, onde um grupo de astronautas eventualmente vai chegar para extrair um pouco do material do asteroide.
Mas será que Muirhead está certo quanto aos asteroides? Seríamos nós capazes de iniciar a construção de uma megaestrutura em volta da terra em 2016? Vamos dar uma olhadinha nos cálculos do projeto.
De acordo com a Wookiepedia, a primeira Estrela da Morte tinha um raio de 60 quilômetros, o que corresponde a um volume de aproximadamente 904.000 quilômetros cúbicos. Descobrir a massa de um objeto assim é bem difícil, já que não sabemos exatamente como é a estrutura interna, quais materiais foram usados na construção etc.
Para simplificar esse problema, partimos do pressuposto que a Estrela da Morte teria uma construção parecida com a de um navio porta-aviões. Sendo assim, tomamos como base o USS Ranger, que tem uma densidade de 210kg por metro cúbico. Isso nos dá uma massa de 190 trilhões de toneladas.
Agora, em teoria, um asteroide médio-para-pequeno seria o candidato perfeito: ele tem mais ou menos a massa certa e é rico em ferro e carbono (para fazer aço), bem como outros materiais que podem ser usados na construção. Mas será que é mais barato extrair os materiais na Terra e mandá-los para o espaço, ou minerar os asteroides diretamente?
Mandar coisas para o espaço custa aproximadamente $20.000 dólares por quilograma, então construir a Estrela da Morte nos custaria $40 mil bilhões de bilhões de dólares. Esse valor é por volta de um bilhão de vezes maior do que todas as economias da Terra juntas.
A pedra que a Asteroid Redirect Mission vai capturar tem perto de 450.000 quilogramas e a missão vai custar $2.6 bilhões de dólares. Esse vai ser o custo de aquisição, então vamos presumir que o custo da mineração vai ser o mesmo. Se o asteroide for completamente minerado, o material vai custar $10,400 dólares por quilo. Lógico que ele dificilmente vai ter 100% de qualquer material que seja, então talvez o preço se altere um pouco. Mas na teoria, é um preço competitivo.
Mas não ergam os sabres de luz para comemorar ainda. Há muitas variáveis desconhecidas quando se trata de mineração de asteroides, coisa que pode muito bem aumentar o preço dos materiais. Na Terra, apenas uma em 5.000 a 10.000 minas descobertas são abertar para a produção, e pode ser que, nos asteroides, a probabilidade seja tão pequena quanto. Mas todos sabemos que, em se tratando de asteroides, é melhor não saber as chances.
Fonte: IFLScience
terça-feira, 17 de novembro de 2015
O Que Faz Um Fã? - Terça no Cinema #37
Algumas semanas atrás, um dos meus amigos do Twitter propôs uma pergunta interessante: É possível ser fã de Star Wars sem ter visto os filmes? Na nossa cultura fandom-crática e geek-cêntrica, o debate "o que faz um fã" aparece com frequência, em particular nas fanbases mais extremistas cujos membros por vezes agem menos como anfitriões convidativos e mais como leões-de-chácara mal encarados na porta de uma boate exclusiva.
O dicionário Merriam-Webster define "fandom" da seguinte maneira:
Definição de FANDOM (substantivo)
1: todos os fãs (de um esporte, p. ex.)
2: o estado ou ações de ser fã
Só isso. Não tem nada quanto ao tipo de conteúdo consumido ou a quantidade do consumo.
Qualquer um que já tenha ido a uma convenção ou começado a interagir com um novo círculo de geeks sobre algo que eles gostam, seja Doctor Who ou DC Comics, inevitavelmente se viu de frente a um teste arbitrário para "provar" sua condição de fã. E é um teste no qual nunca se pode passar, porque a nota de corte sempre muda, e depende totalmente dos preconceitos do guardião dos portões que está te interrogando. Todo mundo sabe como é.
Mas estamos em 2015. O entretenimento não está mais limitado a um único meio e o conteúdo está sempre em evolução. Com o foco atual em universos expandidos e franquias presentes em vários meios, filmes não são o único ponto de entrada para um fã que esteja se interessando por algo novo. E também não é necessário que as raízes daquele universo ficcional sejam o ponto de partida para entendê-lo, ou sua mitologia, ou a franquia como um todo.
Star Wars, por exemplo. A franquia pode ter começado com três humildes filmes, mas nas décadas que se passaram, o universo se expandiu e cresceu até tomar proporções monstruosas. Já foram escritos mais de 100 livros situados no universo Star Wars, canônicos ou lendários, já foi publicada uma dúzia de livros de referências, além de vários livros para jogos de RPG. Os filmes já foram adaptados para o rádio várias vezes. A linha de quadrinhos de Star Wars é enorme, com novas séries e histórias que continuam a alimentar o universo. Sozinho, o MMORPG Star Wars: The Old Republic criou um vasto universo online, e outros jogos como Star Wars: Battlefront e Star Wars: Knights of the Old Republic se tornaram incrivelmente populares. O aplicativo Star Wars: Card Trader da Topps foi lançado este ano e fãs de todas as idades vêm trocando milhões de cartas desde Março. No quesito televisão, tanto Star Wars Rebels quanto Star Wars: Guerras Clônicas foram sucessos de crítica e de audiência, além de gerarem uma base de fãs muito apaixonada. E na D23 Expo em Agosto deste ano, a Disney anunciou, formalmente, seus planos de adicionar parques temático de Star Wars de mais de 56.000 metros quadrados na Disneylândia e na Disney's Hollywood Studios.
Em outras palavras, é possível mergulhar de cabeça no universo Star Wars e não voltar a tona por anos e anos sem nunca chegar perto das duas trilogias de filmes. Claro que existe mérito em conhecer os filmes originais que deram início a tudo, mas será que dá para olhar para alguém que leu até o último livro de Star Wars, ou que conhece os quadrinhos como a palma da mão, e dizer que ela não é fã de verdade?
Os fandoms começam quando um grupo de pessoas se apaixona por um certo ícone da cultura popular. Talvez seja pelos personagens, talvez pela narrativa, mas independente de como um fandom cresça, a semente da qual ele nasceu sempre vem do amor. E isso deveria ser o bastante.
Vou me usar como exemplo: eu sou um Whovian autoproclamado. Eu amo Doctor Who. A série me enche de alegria, e eu a defenderia até a morte contra aqueles que a chamam de "exagerada", porque, como eu sempre digo, eles prestam atenção nas coisas erradas. Eles não entendem o espírito de Doctor Who. A série não é sobre os efeitos especiais ou a ciência fazendo sentido. É sobre o desgaste que a imortalidade gera na alma de uma pessoa; é sobre amizade, coragem e caráter inabaláveis; é sobre o espírito de aventura e a esperança de haver algo maravilhoso a cada esquina; é sobre o amor profundo e incondicional que um alienígena que viaja no tempo, é praticamente onisciente e é quase imortal tem pela nossa mísera espécie humana. Eu devo ser capaz de listar a linha do tempo da nova série de trás para frente e, se você me disser o título de um episódio a esmo, eu provavelmente poderia dar um resumo dele e dizer por que ele foi importante para a mitologia. Eu assisti o spin-off, Torchwood, do começo ao fim e tem vários quadrinhos de Doctor Who empilhados na minha mesa de cabeceira nesse exato momento.
Mas, uma coisa que eu nunca fiz foi assistir à série clássica de Doctor Who. E nem quero assistir. E, mais ainda, eu não preciso. Eu sei o que veio antes, graças à internet e à minha mente razoavelmente curiosa que gosta de pesquisar sobre coisas que eu não sei. Enquanto os fãs agressivos acreditam que é o conhecimento, não o amor por algo que define o quanto se é fã de alguma coisa, eles esquecem que, quando se ama aquilo de verdade, as pessoas vão atrás e aprendem mais no seu próprio ritmo. Não para ser o maioral sabe-tudo da cultura pop, e sim, só para passar mais tempo no mundo que eles amam.
Essa é a maravilha de se viver na era atual. Nós somos capazes de escolher nossos interesses dentro de um fandom de uma maneira que as gerações anteriores nunca puderam. Os primeiros fãs de Star Wars tinham os filmes, alguns livros e só. Nós temos a sorte de ter um universo inteiro de mídias e conteúdos. As maiores e mais antigas propriedades intelectuais são seus próprios mundos. É só olhar para a transformação da Marvel durante a última década, de uma editora de quadrinhos brigando para fechar as contas para um titã do entretenimento e um fenômeno global que está visivelmente influenciando a maneira que vemos o mundo. Que sorte temos de estarmos vivos agora, em uma época em que há tantas histórias dentro dos universos ficcionais que amamos, de modo que somos capazes de fazer nossas próprias experiências enquanto fãs, sem sacrificar nada do que amamos? É um excesso de abundância ao qual, infelizmente, muitos fãs não dão valor.
Fonte: FilmSchoolRejects
Imagens: Threadless, Geekritique e Fresh From The Quarry
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Fan-arts Não Irão Faltar - Terça no Cinema #35
Alguns meses atrás, uma pequena controvérsia surgiu quando a página oficial de Star Wars no Facebook postou uma imagem da Capitã Phasma (Gwendoline Christie), e algum infeliz inevitavelmente apareceu, perguntando como diabos deveríamos saber que há uma mulher debaixo da armadura. Sendo justos com o cara (que deveria saber que não se inicia um comentário com "não sou sexista, mas..."), a grande parte da mídia martela a noção de que, para algo ser chamado de feminino, ele tem que ser sexual. Pode haver armadura, desde que ela acentue os peitos, as pernas e os glúteos.
E, digno de eterna exaltação, o administrador da página respondeu "É uma armadura. Com uma mulher dentro. Não precisa ser feminina."
Christie espera, com Phasma, mudar o pensamento dos espectadores sobre mulheres fortes, e em uma entevista recente com a Entertainment Weekly, ela falou um pouco sobre sua misteriosa personagem. Sem mencionar as farpas virtuais de alguns meses antes, Christie comentou como o figurino desafia toda a noção de como personagens mulheres devem se vestir.
"Sabemos muito pouco dela nesse momento, mas, na minha opinião, o que atrai as pessoas é que ela é uma personagem feminina muito progressiva," disse a atriz. "Nós vemos a Capitã Phasma, vemos a roupa dos pés à cabeça, e sabemos que é uma mulher. Mas, na nossa mídia de hoje, estamos acostumados a conectar personagens femininas com sua aparência e caracterização."
Apesar de eu discordar que "dá para saber" que um personagem é mulher pela roupa (uma parte da grande surpresa ao final de Metroid foi descobrir que Samus era uma mulher, de novo, desafiando os designs tradicionais), a atriz de Game of Thrones levanta uma bandeira importante ao dizer que, com Phasma, "estamos nos conectando de verdade com uma personagem mulher enquanto um ser humano."
Fonte: Collider
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Existem Horas Que Se Deve Seguir a Manada - Terça no Cinema #33
Os fãs de Star Wars que aguentaram dois tempos de Eli Manning jogando um futebol americano muito meia-boca na noite de segunda-feira foram recompensados com dois minutos e trinta e cinco segundos de novas imagens de O Despertar da Força, que deve estrear dia 18 de dezembro,
O mais recente trailer do aguardadíssimo filme serviu, principalmente, para confirmar detalhes da trama que vinham sendo alvo de especulação dos fãs baseados nos trailers anteriores e informações adicionais.
O filme aparentemente vai se focar nos personagens Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega). Rey parece ser um tipo de sucateira ou mecânica que vive no mundo desértico de Jakku. Ela talvez seja sensitiva à Força e, portanto, capaz de se tornar uma Jedi.
Finn, por outro lado, parece ter nascido e crescido um piloto da Primeira Ordem (que, provavelmente, são uma facção leal ao Império que sobrou depois dos eventos de O Retorno de Jedi). Ele talvez seja ou talvez não seja, também, um Jedi - ele aparece manejando um sabre de luz, mas só isso não é o bastante, certo?
E o nosso grande antagonista, Kylo Ren, parece ser parte de um tipo de culto a Darth Vader e obcecado em terminar o que Vader começou. Quanta maldade!
Mas o detalhe mais interessante revelado pelo trailer de segunda-feira é que os eventos da trilogia original - Episódios IV, V e VI - se tornaram lendas no universo Star Wars. "Há histórias sobre o que aconteceu", diz Rey em narração. "São verdadeiras. Todas elas. O Lado Sombrio. Os Jedi. Eles são reais", responde Han Solo (Harrison Ford).
Isso é material de primeira página. Significa que, com certeza, tudo não está lindo e cheiroso na Galáxia nos anos após a destruição da segunda Estrela da Morte. Luke Skywalker (Mark Hamill) não reconstruiu a Academia Jedi para treinar uma nova geração de Soldados da Paz. Talvez isso não seja de todo ruim - tudo bem, Rey não sabe sobre os Jedi, mas aparentemente também não sabe dos Sith.
Ah, e falando do Luke, ainda nem sinal dele. Como assim, Bial?
Afinal de contas, o que aconteceu depois que a segunda Estrela foi pelos ares metafóricos? Aftermath, um novo livro canônico à franquia, descreve os esforços dos líderes da Aliança Rebelde para reconstruir um governo galático não-militarizado, enquanto os lealistas imperiais se reagrupam nas periferias. Ele sugere que existem bolsões e paz e prosperidade junto com planetas-favelas sob o domínio de senhores da guerra. Algumas áreas da galáxia podem estar sujeitas a blecautes de informação controlados pelo Império - o que talvez explique o porquê da história dos Jedi e dos Sith terem virado mitologia no ponto que começarem os eventos de O Despertar da Força.
Isso cria várias possibilidades narrativas muito interessantes. Só temos que aguentar até 18 de dezembro para saber o que anda rolando na Galáxia Muito, Muito Distante.
Fonte: Time.com
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Escuro ou Claro, Rebelde ou Aprendiz, Sempre Uma Pilha de Dinheiro - Quinta Jogando #12
Star Wars: The Force Unleashed apresentou Starkiller (Galen Marek) à galáxia: um poderoso usuário da Força adotado ainda criança por Darth Vader como um aprendiz secreto. Com a benção e incentivo de George Lucas, Starkiller deveria mostrar o que um usuário da Força é capaz de fazer sem nenhum freio, fazendo uso de poderes que rivalizam ou talvez ultrapassem os de Yoda e do próprio Vader. Isso foi algo novo e empolgante para o universo Star Wars na época. Algo que era para demonstrar que os videogames tinham sido completamente abraçados como um método de contar histórias. Fora isso, foi uma ponte entre as duas trilogias que gerou consequências bem duradouras.Recebendo o nome de Starkiller depois de adulto, sua missão era eliminar os últimos Jedi vivos no caminho de um objetivo maior: ajudar Vader a matar o Imperador e se tornar, definitivamente, um Lorde Sith. Entretanto, sua existência foi descoberta pelo Imperador e Vader teve que mudar para o plano B: formar um grupo de resistência que destruiria o Imperador. Palpatine estaria tão distraído pela guerra civil que se seguiria que abaixaria sua guarda e daria a Vader uma oportunidade de atacar.
E então algo aconteceu. Não, não estamos falando de como a história de "começar uma rebelião" foi um plano concebido por Darth Vader e o Imperador como um jeito de atrair traidores. Também não estamos falando de como Starkiller deu uma de Vader às avessas, descobrindo a Luz, se apaixonando e se sacrificando na luta contra Palpatine, um sacrifício que marcou o início da Aliança para a Restauração da República (posteriormente chamada de Aliança Rebelde) que adotou a insígnia de Marek como seu símbolo. Estamos falando de Setembro de 2012, quando foi anunciado que tudo que ocorreu no Universo Expandido de Star Wars não era mais canônico à franquia. Ou seja, nenhum videogame, seja The Force Unleashed, Knights of the Old Republic ou Republic Commando, influenciou o universo Star Wars de qualquer maneira, o que invalidou tudo que os videogames contribuíram para a história.
Na atual conjuntura, a história oficial da Aliança Rebelde é um pouco mais tradicional. Como foi mostrado na série Star Wars: The Clone Wars, os últimos membros da Ordem Jedi se juntam a membros dissidentes do Senado Imperial. Juntos, eles formam uma aliança dedicada a travar uma guerra de desgaste contra o Império. Simples, lógico e completamente sem graça.
Por um lado, o fato de não ser canônico permite a existência de todos os acontecimentos insanos de The Force Unleashed 2, especialmente o final. Se não influencia nada, então dá para fazer qualquer coisa. Por outro, usar Starkiller para fundar a rebelião como parte de um plano para encontrar traidores no Império é uma ideia tão maluca que somente um gênio poderia concebê-la. E pelo menos faz mais sentido que bactérias espaciais serem o fator determinante para ser sensível à Força.
Parando para pensar, Starkiller fundando a Rebelião pode ser interpretado de dois jeitos. Primeiro, é o esforço supremo de Darth Vader de subir ao poder. Até então, os fãs o conheciam ou como o impetuoso (e chorão) Anakin Skywalker, que traiu a Ordem Jedi inteira, ou como Darth Vader, o cara que conseguia esmagar a sua traqueia do outro lado de uma chamada de vídeo. Mas o processo de treinar e usar Starkiller (e, por tabela, a Aliança Rebelde) para matar o mestre que ele sabe que não derrotaria em uma luta direta demonstra que Vader também consegue ser muito paciente. A Aliança demorou bastante, mas eventualmente conseguiu criar a oportunidade que ele precisava para eliminar o Imperador. Vader pode ter atirado uma pedra que demorou décadas para acertar o alvo, mas pelo menos conseguiu ficar conhecido como o maior fodão da galáxia no processo.
Outra interpretação possível é que a história de Starkiller é o Imperador cometendo suicídio. Foi ele quem concebeu o elaborado plano para consolidar ainda mais seu próprio poder, mas o tiro saiu pela culatra e eventualmente destruiu tudo que ele havia conquistado. Ou talvez Palpatine quisesse ver se Vader tiraria vantagem de seus planos e provaria seu mérito matando o próprio mestre como os Sith costumam fazer. Ambas as ideias facilmente podem ser vistas como desejos suicidas.
A história de Starkiller gera uma pilha de perguntas que torna os acontecimentos da série Star Wars ainda mais interessante. Se a Aliança foi criada como parte de uma trama secreta do Império, que impacto isso teria no seu senso de identidade? Se o Imperador permitiu sua própria queda, então ele era a única pessoa que podia se derrotar? Seja qual for a interpretação, a presença de Starkiller cria um ar de complexidade em uma história que, até então, era bem simples, isso sem falar nas consequências dos outros jogos. Ao negar a presença de Starkiller no universo, Star Wars perdeu uma peça muito valiosa.
Fonte: ShackNews
terça-feira, 5 de maio de 2015
"Estava No Roteiro" Não É Uma Resposta Válida - Terça no Cinema #12
Criar um bom herói ou vilão é uma tremenda corda bamba. Eles precisam ser duros na queda ou a batalha final vira briga de criança. Mas se eles forem duros demais, ficam sem-graça, já que não há drama na invencibilidade. A melhor coisa a fazer é escrever personagens equilibrados com seus próprios desafios físicos e morais a superar. A pior coisa a fazer é dar superpoderes malucos que não são usados no frigir dos ovos. Tipo...
Em O Cavaleiro Das Trevas Ressurge, Bane planeja destruir Gotham City com seu time de terroristas e seu amor por monólogos que ninguém consegue entender. Batman, que não é o tipo de bat-pessoa que aceita a destruição de bat-cidades inteiras, vai atrás de Bane e os dois entram em uma batalha de vozes ridículas. O que se segue é o Homem-Morcego apanhando como um filho que apanha da mãe, perdendo todos os batbrinquedos e ainda levando uma fratura na coluna de brinde.
Bane é o anti-Batman. Sem tecnologia nem piedade, ele o conhece e a todos os seus acessórios, e suas excelente condição física consegue aguentar todo o treinamento que Batman possui. Mas o Cruzado Embuçado tem uma arma secreta que Bane não teria como prever: em uma cena anterior, vemos Bruce Wayne voltando à forma, o que inclui colocar uma braçadeira de perna hi-tech que consegue arrancar tijolos da parede na base do chute.
Essa habilidade seria uma enorme vantagem em qualquer luta, ainda mais pelo fato de ser um truque novo que pegaria Bane de surpresa. E justamente por isso, nunca mais se ouve falar dele. O que aconteceu aí? Esqueceu de colocar a braçadeira antes de ir para a luta mais importante da vida? Comassimbial? Sugere-se que ele precisa desse equipamento para fazer suas bat-proezas, como dar voadoras de vingança na injustiça do mundo. Nesse primeiro embate, Bane deveria ter saído de cena com seus testículos no lugar dos olhos enquanto o homem-morcego fazia a dancinha da vitória.
Star Wars Episódio III conclui a história de um grande herói terminando sua descida ao lado negro... e também tem Anakin Skywalker virando Darth Vader. A cena de abertura é uma batalha espacial gigantesca entre a República e os Separatistas, que são tão malignos que sequestraram o Chanceler Palpatine e nos fez aturar tipo 200.000 horas dele falando de relações de comércio.
Anakin e Obi-Wan abordam a nave onde Palpatine está e imediatamente são confrontados por um batalhão de dróides. Os dois Jedi rapidamente dão cabo dos inimigos, porque é óbvio que mandar robôs atrapalhados contra dois cavaleiros espaciais com poderes mágicos é uma excelente ideia.
Anakin e Obi-Wan têm poderes telecinéticos, agilidade sobre-humana e, claro, sabres de luz. Mas os incompetentes dróides ainda têm uma vantagem essencial contra os Jedi: não precisar de oxigênio. Em terra, isso é irrelevante, mas essa luta se passa em um hangar que aparentemente até já está aberto para o espaço. Por que tem oxigênio naquela parte da nave para começar? É um hangar operado completamente pelos dróides. Oxigênio dá barato neles ou o quê?
Não só era para ser possível desligar o oxigênio para aquela parte da nave, era para ser impossível que ele estivesse lá para começar. É só desligar o campo de força mágico e o resto do filme seria os Sith decorando o jardim com dois Jedi-colés.
No final de Matrix, Neo morre e volta à vida pelo poder do amor e da preguiça do roteirista. Agora ele pode voar, parar balas com as mãos e, principalmente, mergulhar de cabeça dentro do Agente Smith, fazendo-o explodir. Basicamente, um Superman gótico.
Matrix Reloaded começa com uma luta contra três agentes e Neo comentando que eles "melhoraram", que pode ser traduzido como "o ataque do Alien explosivo não vai mais dar certo". E isso é muito válido, porque eu imagino que perto da centésima vez que você vê o Keanu Reeves explodindo o peito de alguém, a coisa começa a perder a graça.
Mas e o seu poder de voar? No vídeo acima, ele decola com tanta força que o mundo se deforma em volta dele. No terceiro filme, só a velocidade de voo faz os prédios próximos caírem aos pedaços. Ninguém aqui é especialista em kung fu, mas não seria o poder de sair voando em velocidades supersônicas e depois se lançar de volta ao chão com força suficiente para abrir uma cratera algo levemente útil?
Mas não, todos os novos poderes do Escolhido são ignorados em favor de chutes voadores levemente mais elaborados. As regras de combate dele devem ser as mesmas que os Wachowski usam enquanto escrevem: ser maneiro é mais importante que fazer sentido.
Estamos magnânimos hoje, então vamos dizer que os filmes dos Transformers têm um espectro semitransparente que pode ser chamado de história. O primeiro gira em torno do AllSpark e depois de algumas horas de robôs de computação gráfica se socando, Shia LaBeouf tenta fugir com o MacGuffin tecnológico em um helicóptero militar, mas o que se sucede é o que faz esse filme ser do Michael Bay.
Ninguém vai te julgar se você não puder diferenciar quem é cada pilha de metal renderizado, mas os Autobots e os Decepticons tinham uma diferença importantíssima: os vilões voam, os heróis não. Então, sim, colocar o AllSpark em um helicóptero ajudou muito... os vilões da história. Eles poderiam ter simplesmente seguido o cubo pelo ar enquanto os Autobots não poderiam fazer nada além de balançar os punhos para o céu em ódio.
Na verdade, esqueça o AllSpark. Como a batalha chegou tão longe em primeiro lugar, se um lado voa e o outro não? Nós testemunhamos Megatron voando com Optimus Prime se agarrando a ele, então por que não pegar os terrestres Autobots, levá-los quilômetros no ar e deixá-los cair? Ou então, no mínimo, ficar voando e atirando sem dar chance de serem socados ou agarrados, que é basicamente só o que os Autobots têm como arma além da voz sensual de Optimus Prime?
Em X-Men: O Confronto Final, Magneto e seus amigos tentam destruir a fonte de uma cura para mutações. O laboratório fica na Ilha de Alcatraz, então Magneto junta suas tropas em cima da ponte Golden Gate e usa seus poderes de manipular metal para levantar a ponte inteira até a ilha. Por que não simplesmente jogar a ponte na ilha, por incrível que pareça, não é nosso argumento.
Sua contribuição na batalha amonta a jogar carros flamejantes a esmo como se fossem Molotovs gigantes. Os mocinhos se protegem do ataque e, para resumir, Magneto perde a briga e seus poderes.
No filme anterior, vemos Magneto transformar micropartículas de ferro que estavam na corrente sanguínea de um homem em balas, que são usadas para abater o resto dos guardas presentes.
Por que não fazer a mesma coisa para combater um mini-exército? Metal suficiente não era problema, já que Magneto estava de pé em uma ponte cheia de carros. Ele poderia tê-los transformado em um bilhão de balas e feito seus inimigos, literalmente, engolirem chumbo. E isso se ele estivesse de bom humor. Se não estivesse, que tal um redemoinho de fragmentos de metal que transformaria qualquer ser vivo na ilha em purê, isso sem nem precisar colocar os pés lá? Dá para se proteger de um carro catapultado na sua direção, mas e quanto a milhares de navalhas minúsculas? Talvez o problema seja esse, Magneto queria tanto mostrar do que era capaz que esqueceu que o que importa é a mágica, não o tamanho da barra de ferro.
Fonte: Cracked
Batman E Seu Super-Chute
Em O Cavaleiro Das Trevas Ressurge, Bane planeja destruir Gotham City com seu time de terroristas e seu amor por monólogos que ninguém consegue entender. Batman, que não é o tipo de bat-pessoa que aceita a destruição de bat-cidades inteiras, vai atrás de Bane e os dois entram em uma batalha de vozes ridículas. O que se segue é o Homem-Morcego apanhando como um filho que apanha da mãe, perdendo todos os batbrinquedos e ainda levando uma fratura na coluna de brinde.
Mas Espera Aí
Bane é o anti-Batman. Sem tecnologia nem piedade, ele o conhece e a todos os seus acessórios, e suas excelente condição física consegue aguentar todo o treinamento que Batman possui. Mas o Cruzado Embuçado tem uma arma secreta que Bane não teria como prever: em uma cena anterior, vemos Bruce Wayne voltando à forma, o que inclui colocar uma braçadeira de perna hi-tech que consegue arrancar tijolos da parede na base do chute.
Essa habilidade seria uma enorme vantagem em qualquer luta, ainda mais pelo fato de ser um truque novo que pegaria Bane de surpresa. E justamente por isso, nunca mais se ouve falar dele. O que aconteceu aí? Esqueceu de colocar a braçadeira antes de ir para a luta mais importante da vida? Comassimbial? Sugere-se que ele precisa desse equipamento para fazer suas bat-proezas, como dar voadoras de vingança na injustiça do mundo. Nesse primeiro embate, Bane deveria ter saído de cena com seus testículos no lugar dos olhos enquanto o homem-morcego fazia a dancinha da vitória.
A Fraqueza Dos Jedi: Ar
Star Wars Episódio III conclui a história de um grande herói terminando sua descida ao lado negro... e também tem Anakin Skywalker virando Darth Vader. A cena de abertura é uma batalha espacial gigantesca entre a República e os Separatistas, que são tão malignos que sequestraram o Chanceler Palpatine e nos fez aturar tipo 200.000 horas dele falando de relações de comércio.
Anakin e Obi-Wan abordam a nave onde Palpatine está e imediatamente são confrontados por um batalhão de dróides. Os dois Jedi rapidamente dão cabo dos inimigos, porque é óbvio que mandar robôs atrapalhados contra dois cavaleiros espaciais com poderes mágicos é uma excelente ideia.
Mas Espera Aí
Anakin e Obi-Wan têm poderes telecinéticos, agilidade sobre-humana e, claro, sabres de luz. Mas os incompetentes dróides ainda têm uma vantagem essencial contra os Jedi: não precisar de oxigênio. Em terra, isso é irrelevante, mas essa luta se passa em um hangar que aparentemente até já está aberto para o espaço. Por que tem oxigênio naquela parte da nave para começar? É um hangar operado completamente pelos dróides. Oxigênio dá barato neles ou o quê?
Não só era para ser possível desligar o oxigênio para aquela parte da nave, era para ser impossível que ele estivesse lá para começar. É só desligar o campo de força mágico e o resto do filme seria os Sith decorando o jardim com dois Jedi-colés.
Neo Só Voa Quando Quer
No final de Matrix, Neo morre e volta à vida pelo poder do amor e da preguiça do roteirista. Agora ele pode voar, parar balas com as mãos e, principalmente, mergulhar de cabeça dentro do Agente Smith, fazendo-o explodir. Basicamente, um Superman gótico.
Mas Espera Aí
Matrix Reloaded começa com uma luta contra três agentes e Neo comentando que eles "melhoraram", que pode ser traduzido como "o ataque do Alien explosivo não vai mais dar certo". E isso é muito válido, porque eu imagino que perto da centésima vez que você vê o Keanu Reeves explodindo o peito de alguém, a coisa começa a perder a graça.
Mas e o seu poder de voar? No vídeo acima, ele decola com tanta força que o mundo se deforma em volta dele. No terceiro filme, só a velocidade de voo faz os prédios próximos caírem aos pedaços. Ninguém aqui é especialista em kung fu, mas não seria o poder de sair voando em velocidades supersônicas e depois se lançar de volta ao chão com força suficiente para abrir uma cratera algo levemente útil?
Mas não, todos os novos poderes do Escolhido são ignorados em favor de chutes voadores levemente mais elaborados. As regras de combate dele devem ser as mesmas que os Wachowski usam enquanto escrevem: ser maneiro é mais importante que fazer sentido.
Voar, Voar, Explodir, Explodir
Estamos magnânimos hoje, então vamos dizer que os filmes dos Transformers têm um espectro semitransparente que pode ser chamado de história. O primeiro gira em torno do AllSpark e depois de algumas horas de robôs de computação gráfica se socando, Shia LaBeouf tenta fugir com o MacGuffin tecnológico em um helicóptero militar, mas o que se sucede é o que faz esse filme ser do Michael Bay.
Mas Espera Aí
Ninguém vai te julgar se você não puder diferenciar quem é cada pilha de metal renderizado, mas os Autobots e os Decepticons tinham uma diferença importantíssima: os vilões voam, os heróis não. Então, sim, colocar o AllSpark em um helicóptero ajudou muito... os vilões da história. Eles poderiam ter simplesmente seguido o cubo pelo ar enquanto os Autobots não poderiam fazer nada além de balançar os punhos para o céu em ódio.
Na verdade, esqueça o AllSpark. Como a batalha chegou tão longe em primeiro lugar, se um lado voa e o outro não? Nós testemunhamos Megatron voando com Optimus Prime se agarrando a ele, então por que não pegar os terrestres Autobots, levá-los quilômetros no ar e deixá-los cair? Ou então, no mínimo, ficar voando e atirando sem dar chance de serem socados ou agarrados, que é basicamente só o que os Autobots têm como arma além da voz sensual de Optimus Prime?
Magneto Não Gosta De Apelar
Em X-Men: O Confronto Final, Magneto e seus amigos tentam destruir a fonte de uma cura para mutações. O laboratório fica na Ilha de Alcatraz, então Magneto junta suas tropas em cima da ponte Golden Gate e usa seus poderes de manipular metal para levantar a ponte inteira até a ilha. Por que não simplesmente jogar a ponte na ilha, por incrível que pareça, não é nosso argumento.
Sua contribuição na batalha amonta a jogar carros flamejantes a esmo como se fossem Molotovs gigantes. Os mocinhos se protegem do ataque e, para resumir, Magneto perde a briga e seus poderes.
Mas Espera Aí
No filme anterior, vemos Magneto transformar micropartículas de ferro que estavam na corrente sanguínea de um homem em balas, que são usadas para abater o resto dos guardas presentes.
Por que não fazer a mesma coisa para combater um mini-exército? Metal suficiente não era problema, já que Magneto estava de pé em uma ponte cheia de carros. Ele poderia tê-los transformado em um bilhão de balas e feito seus inimigos, literalmente, engolirem chumbo. E isso se ele estivesse de bom humor. Se não estivesse, que tal um redemoinho de fragmentos de metal que transformaria qualquer ser vivo na ilha em purê, isso sem nem precisar colocar os pés lá? Dá para se proteger de um carro catapultado na sua direção, mas e quanto a milhares de navalhas minúsculas? Talvez o problema seja esse, Magneto queria tanto mostrar do que era capaz que esqueceu que o que importa é a mágica, não o tamanho da barra de ferro.
Fonte: Cracked
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ajude-me JJ Abrams, É Minha Única Esperança - Tecno-Segunda #11
Imagens holográficas tridimensionais e displays que flutuam fora da tela têm tido um lugar especial no coração da ficção científica desde o pedido de ajuda entregue por R2-D2 em Star Wars.
O sucesso do filme em 3D Avatar, de James Cameron, gerou um interesse enorme em interfaces flutuantes, flexíveis e em alta definição pelo mundo afora.
Na verdade, o sonho de exibir oticamente um objeto em 3D tem sido um dos motores da revolução das tecnologias de display há mais de uma década.
Hoje em dia, a maioria das imagens em 3D só pode ser vista com óculos especiais, mas a receita gerada por essa indústria bateu US$93.21 bilhões (quase o dobro do mercado global de energia solar), e espera-se que chegue a US$279.27 bilhões até 2018.
Telas Hi-tech
Pesquisas em nanotecnologia contribuíram muito para o avanço do desenvolvimento de devices de exibição. O grafeno, uma camada de um átomo de carbono de espessura que rendeu o Nobel de Física em 2010 para os físicos Andre Geim e Konstantin Novoselov, vem ganhando os holofotes como um dos principais componente de acessórios eletrônicos flexíveis.
Devido às suas fascinantes propriedades eletrônicas e ópticas, além da alta resistência mecânica, o grafeno tem sido usado principalmente em telas sensíveis ao toque de aparelhos móveis.
Esse avanço tecnológico conseguiu tirar coisas como relógios, headsets e monitores cardíacos inteligentes do reino da ficção científica e levá-los para a realidade, apesar da tela ainda ser plana.
Entretanto, acessórios de exibição, especialmente os com display flutuante, vão continuar sendo uma das maiores tendências da indústria, a qual prevê-se que vá dobrar a cada dois anos e valer mais de US$12 bilhões de dólares até o fim de 2018.
Imagens em 3D Sem Óculos
Em um artigo publicado hoje na Nature Communications, mostramos como a tecnologia torna possível displays em 3D flutuante totalmente coloridos e com grandes ângulos de visualização em materiais baseados em grafeno. Um dia isso vai permitir a transformação de acessórios eletrônicos em displays 3d flutuantes.
Um display flutuante de grafeno é baseado no princípio da holografia concebido por Dennis Gabor, que ganhou o Nobel de Física em 1971. A ideia de holografia óptica fornece um método revolucionário de gravar e exibir tanto a amplitude e a fase tridimensional de uma onda ótica que vem do objeto em questão.
A criação de displays 3D flutuantes em alta definição se baseiam em uma tela holográfica digital composta de vários pixels pequenos.
Esses pixels curvam a luz que carrega a informação a ser mostrada. O ângulo da curvatura é medido pelo índice de refração do material da tela, de acordo com a correlação holográfica.
Quanto menor for o índice dos pixels, maior vai ser o ângulo assim que a luz passar pelo holograma. O tamanho nanoscópico desses pixels é muito importante para que a imagem 3D possa ser vista de vários ângulos.
O processo é complexo, mas o principal é controlar o aquecimento da fotorredução dos óxidos de grafeno, que são derivados do grafeno puro e muito parecidos estruturalmente, mas que contém grupos de oxigênio junto ao carbono.
Durante o processo, pode-se criar uma mudança no índice de refração. Desse modo, pudemos criar pixels com índices refrativos holograficamente relacionados em uma escala nanométrica.
A nossa técnica permite que os objetos tridimensionais flutuantes sejam vistos de maneira vívida e natural em ângulos de até 52 graus.
O resultado representa uma melhoria uma ordem de magnitude maior do que os displays holográficos 3D de hoje em dia, baseados em moduladores de fase de cristal líquido, que só funcionam em alguns poucos graus.
Além disso, a mudança constante do índice de refração através do espectro da luz visível permite que as imagens em 3D tenham todas as cores originais.
Começando com Pouco
Até agora, o display de grafeno só consegue criar imagens de, no máximo, 1cm, mas a escala da tecnologia pode ser aumentada ilimitadamente.
Por causa da excelente resistência mecânica de materiais de grafeno, a nossa técnica é capaz de ajudar na transição de 2D para 3D nos acessórios eletrônicos.
Estima-se que displays 3D de grafeno capazes de produzir imagens de dezenas de centímetros, o tamanho perfeito para tecnologias portáteis, estarão disponíveis em menos de 5 anos.
Essa tecnologia pioneira também tem uso potencial nos setores militar, médico, de entretenimento e até de educação a distância.
O princípio que demonstramos poderia impelir a criação de componentes holográficos versáteis e providenciar ma base para o ascendente desenvolvimento de marcações anti-falsificação, códigos de identificação e muito mais.
Fonte: IFLScience
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