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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A Melhor Versão Do Melhor Careca Dos Quadrinhos Pode Ter Cabelo Comprido - Terça no Cinema #40


O trailer de Batman v Superman: A Origem da Justiça, liberado ontem, foi tão cheio de heroísmos quanto pôde, e o resultado foi interessante. Muito embora a última espiada na próxima obra quadrinhesca de Zack Snyder tenha mostrado coisas novas junto a momentos que já tínhamos visto, dentre esse material novo, o que mais me impressionou foi algo que eu nunca teria imaginado, nem em um milhão de anos. Para ser bem honesto, eu estou esperando ver o Lex Luthor de Jesse Eisenberg roubar o filme de ambos os nossos heróis, e tudo graças a uma equilibrada mistura de humor e ameaça.

Admito, quando o anunciaram para o papel pela primeira vez, eu não embarquei na ideia. Com o nome de Bryan Cranston aparecendo aqui e ali, eu tinha muita esperança de ver aquela velha magia de Walter White sendo usada nos corações e mentes de Metropolis. Não que Eisenberg seja um mau ator, ele só não seria minha primeira escolha para vestir o figurino que já pertenceu a Gene Hackman e Kevin Spacey. Mas do mesmo jeito que Snyder conseguiu modernizar o personagem do Superman em Homem de Aço, o trailer de ontem à noite me convenceu além de qualquer dúvida que Jesse Eisenberg é um Luthor moderno para um Superman moderno.

Uma grande ajuda é o fato de Luthor ter protagonizado boa parte das melhores frases e momentos dos últimos trailers para Batman v Superman. Graças, em especial, ao novo visual, somos capazes de ver um lado mais brincalhão do personagem enquanto ele se faz de anfitrião distraído que apresenta Bruce Wayne e Clark Kent em uma de suas festas. Há que se perguntar se ele já sabe os segredos dos dois e está tentando jogá-los um contra o outro, afinal seus comentários enquanto quebra a tensão entre os dois são um pouco precisos demais. Claro, isso só ajuda a reforçar a ideia de que Luthor é um gênio do crime, e que a versão de Eisenberg sabe exatamente o que está fazendo desde o início. Se você quiser, pode conferir exatamente do que estamos falando no trailer logo abaixo.


Ao descrever a luta entre os dois futuros amigos como "a maior luta de gladiadores na história do mundo", fica óbvio que ele vê Batman como um meio para derrotar seu maior adversário. Isso obviamente falha, o que faz Lex apelar para a artilharia pesada. Infelizmente para todos os envolvidos no processo, essa artilharia é parte da criação genética chamada Apocalipse - que por si só é uma medida desesperada, já que Lex, do jeito poético de sempre, declama que "se o homem não vai matar Deus, o Diabo o fará." Apesar de isso parecer muito com entregar todo o conflito final do filme, há algo de bom: Luthor passa a ser a atração principal para todos que estão de saco cheio de Batman e Superman.

Como eu mencionei antes, muito do que está no trailer já tinha sido sugerido ou revelado em outros materiais promocionais. Depois de ver o trailer de A Origem da Justiça, eu percebi que ele não foi tão impactante quanto o trailer de Capitão América: Guerra Civil. Não que eu esteja enaltecendo um em favor do outro, só estou comentando que não houve tantos detalhes novos para contemplar quanto no teaser da Marvel - que foi o primeiro material revelado de um filme que vai estrear só dois meses depois do da concorrência. Por sorte, o mordaz e egocêntrico Luthor foi mais do que o suficiente para me empolgar além do que eu já estava antes sem a necessidade de um terceiro trailer.

Por mais que eu esteja cautelosamente otimista quanto ao Batman de Ben Affleck, e por mais que Homem de Aço tenha sido bom o bastante para me deixar curioso com o que está por vir, será o Lex Luthor de Jesse Eisenberg que vai me fazer comprar o ingresso para Batman v Superman. Torço eu para que a maligna e risonha ameaça que vimos até agora seja só a ponta do iceberg para o rico e poderoso menino prodígio de Metropolis. 23 de março de 2016 vai ser o dia em que veremos se a DC Comics vai fazer bonito ou não, e todo mundo já está esperando para comprar seu ingresso e descobrir qual lado ganha.

Fonte: CinemaBlend

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Todos Merecem Uma Segunda Chance. Quase Todos - Quinta Jogando #32


Assassin's Creed Unity, Batman Arkham Knight no PC e Tony Hawk's Pro Skater 5. O que esses três têm em comum? Todos são exemplos recentes de jogos que estavam tão cheios de bugs e erros que ficaram praticamente injogáveis. Alguns anos atrás, a única moral da história seria "cuidado com o que você compra". Mas, hoje em dia, as coisas ficaram mais complicadas. Com a chegada dos sistemas online para os consoles domésticos (coisa que o PC já tem há mais de uma década), os desenvolvedores se tornaram capazes de mandar correções e atualizações para seus jogos. Ou seja, um jogo que esteja quebrado no lançamento não precisa ficar assim para sempre. E isso acaba criando uma situação bem difícil para quase todo mundo envolvido no processo. Vamos começar com os críticos.

Olha, mãe! Sem o corpo!
O primeiro dever de alguém que, profissionalmente, faz resenhas de jogos é o de dar aos consumidores em potencial um gostinho da experiência, para que eles possam comprar estando bem informados sobre o jogo. O segundo dever é o de dar sua opinião sobre essa experiência. E o problema começa a partir do fato que a experiência e, portanto, a opinião sobre ela pode mudar ao longo do tempo, caso o jogo seja consertado após seu lançamento. Um jogo que o crítico considere injogável devido aos bugs pode prover uma experiência completamente diferente depois do patch. Isso levanta a questão de se os críticos deveriam se retratar e refazer suas resenhas após uma correção dessas. A maioria das fontes que publicam reviews de jogos fazem questão de NÃO  mudar o que foi publicado. Mas um consumidor que planeje comprar um jogo três meses após o lançamento pode acabar sendo desencorajado pelas opiniões que o jogo recebeu quando foi lançado. E isso não é justo nem com o consumidor nem com o desenvolvedor. O que me leva ao meu próximo assunto, os desenvolvedores.

Afinal de contas, por que parece que cada vez mais e mais jogos estão sendo lançados quebrados ou incompletos? A verdade é que o sistema inteiro é defeituoso, mas quem pode levar a maior parte da culpa são as publicadoras. As publicadoras pressionam os desenvolvedores para fazer jogos AAA em ritmo absurdo com menos recursos do que o necessário. Se você der um pulinho no Google, é fácil encontrar histórias terríveis de desenvolvedores que mal viam suas famílias e quase piraram tentando terminar um jogo até o prazo dado. O maior problema ocorre quando o jogo é lançado ainda incompleto devido à pressão exercida pela publicadora, recebe notas baixas, portanto vende pouco e os desenvolvedores que o criaram recebem menos dinheiro. Ou seja, todo o trabalho duro acaba sendo em vão. Mesmo que o jogo seja consertado em uma semana ou em um mês, aquela nota inicial é o que vale. O MetaCritic é a lei. Já que os críticos não refazem suas reviews e o meta-score não muda, os compradores em potencial que pesquisem sobre o jogo daqui a seis meses vão estar lendo as mesmas opiniões de quando o jogo lançou, mesmo que a experiência esteja completamente diferente.

Nananananananana, Bat-árvore!
Provavelmente, quem é mais afetado por esse sistema atual é o consumidor. Comprar um jogo não só significa investir dinheiro como também tempo e esforço. Ninguém quer gastar à toa em um jogo que te deixe frustrado por causa de problemas técnicos. E quem tinha vontade de comprar um determinado jogo até ler as resenhas também sai prejudicado, mesmo depois dos problemas estarem resolvidos. Essas pessoas acabam na difícil posição de ou comprar o jogo torcendo para que os bugs não apareçam ou simplesmente não comprá-lo. E é ainda pior para alguém que estava na expectativa de jogar aquele lançamento.

E o que se há de fazer a respeito? Certamente que os críticos não podem esperar os patches saírem, já que um jogo pode demorar meses para ser consertado. Infelizmente, as publicadores não vão dar aos desenvolvedores nem o tempo nem os recursos a mais para que os bugs sejam corrigidos. E os consumidores, cada dia com mais acesso à informação, não vão simplesmente comprar um jogo e rezar pelo melhor. O que fazer, então? A melhor coisa seria os críticos revisitarem os jogos e mudarem suas notas se e quando os problemas forem resolvidos. Games não são talhados em pedra como música. O disco de um cantor não muda ao longo do tempo, então faz sentido um crítico não voltar e mudar sua opinião. Eu volto a escutar certos discos depois de um ano, sim, mas só para ver se os meus sentimentos em relação a ele mudaram. Os jogos, por outro lado, podem mudar com o tempo. Qualquer crítico com responsabilidade e profissionalismo e que se leve a sério deveria voltar a um jogo consertado e pensar seriamente em mudar sua nota.

Ezio, are you okay? Are you okay, Ezio?
Agora, talvez isso pareça ter potencial para um efeito bola de neve. Onde esse direito de revisão acaba? Será que um crítico vai ter que analisar um jogo multiplayer três anos depois e comentar como a comunidade deixou de existir? Essa noção deve ser aplicada somente em jogos com problemas técnicos, não nos com falhas de gameplay. Um jogo ruim vai continuar sendo ruim, mesmo sem bugs. Mas, se olharmos para dois dos jogos que eu mencionem, Batman: Arkham Knight para o PC e Tony Hawk's Pro Skater 5,  as resenhas dão a entender que existem jogos no mínimo decentes ocultos sob o véu de erros bizarros. Ou seja, a experiência toda pode mudar quando esses problemas forem resolvidos. Jogos como Painkiller: Resurrection ou The Walking Dead: Survival Instinct não vão ficar muito melhores mesmo se o programa estiver perfeito. Portanto, existe uma divisão clara entre os casos em que uma nota revisada é necessária e os em que ela é uma perda de tempo.

Nesse exato momento, o sistema inteiro está quebrado. Não existe uma causa única para o assustador número de grandes jogos sendo lançados em mau estado, e não existe um grupo único sendo afetado por isso. A indústria como um todo precisa se adequar à era moderna.

Bons sonhos.

Fonte: N4G
Imagens: VideoGamesBlogger (1) (2), Twinfinite, Pikdit, The Telegraph

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mata Ele, Ezio! 20 Anos de Curso, P*rra! - Quinta Jogando #29



Todo aquele esforço... pra isso?


Um jogo ruim com um chefe final ruim não tem nada de mais. Se o jogo inteiro te faz sentir como se você estivesse ensacando fumaça, por que o final haveria de ser diferente? Mas se o jogo é bom e tem um chefe final ruim, isso ninguém gosta de ver. Depois de todas as emoções e diversão, você não quer que acabe mal. Isso prejudica o jogo inteiro, e vai sempre ser a primeira coisa que vem à mente como a sua última conquista.

E mesmo assim, existem dúzias - se não centenas - de jogos que até então eram ótimos, mas conseguiram morrer na praia. E pior, muitas dessas lutas finais são precedidas por encontros com o vilão recheados de expectativa e que seriam ótimos pontos finais. Mas um video game não é um videogame de verdade se não houver um monstrão para se socar no final, não é mesmo? Eis aqui alguns dos piores infratores, batalhas que deveriam ter sido incríveis, mas não foram.

A Larva de Ceifador-Humano (Mass Effect 2)



A Hype: "Uma verdadeira luta de Davi contra Golias. É a primeira vez que o/a Comandante Shepard vai lutar contra um Ceifador no mano a mano. E não é um Ceifador qualquer, mas um feito de humanos liquefeitos (alguns dos quais podem até ser da sua tripulação). No Mass Effect original, você vê um Ceifador ser derrotado pela união das forças de todos os militares da galáxia. Agora, você vai derrubar um pessoalmente, com a força combinada de Shepard e sua equipe."

A Realidade: Um refugo de Exterminador do Futuro com catarro na garganta. O que deveria ter sido a cereja do bolo de um fantástico jogo de ação acaba parecendo totalmente desnecessário de tão medíocre. O necessário para se colocar esse neném para dormir se resume àquela velha tática de se proteger atrás de um muro esperando para atirar no ponto fraco. Se considerarmos tudo que ocorreu imediatamente antes dessa luta - as batalhas contra os Colecionadores, dar ordens de vida ou morte para os colegas, lidar com o Homem Ilusivo - foi espetacular, Shepard e cia. ldta. podiam muito bem ter passado sem essa.

Coringa (Batman: Arkham Asylum)



A Hype: "Todos já vimos o Coringa tramar contra o Batman, mandar capangas contra o Batman, até, de vez em quando, espancar o Batman (e entes queridos) com um pé-de-cabra, mas nunca o havíamos visto sair na porrada com o Cavaleiro das Trevas, como iguais. Que se dane todo o falatório filosófico de ordem-versus-caos. Vamos encher o Coringa de Titan e soltar esse Hulk pálido para cima do Morcego."

A Realidade: Quando ele não está agitando os braços pela arena como uma criancinha tentando acertar uma piñata, o Coringa fica a maior parte da luta em segundo plano, dando uma de apresentador de luta livre. E, claro, a sequência inteira e puxada para baixo pelo fato de que, naquele momento do jogo, o Batman já derrotou Bane, Killer Croc e vários figurantes gigantes, então lutar contra outro Bombílson Wheyprotein da Silva não é nada de especial.

Lambent Brumak (Gears of War 2)



A Hype: "Qual é a arma mais devastadora de Gears of War 2? Isso mesmo, a Hammer of Dawn. E o jogador consegue usá-la quanto? Umas três ou quatro vezes no jogo *inteiro*? Isso não está certo. O chefe final vai ser Hammer of Dawn o tempo todo. Lasers espaciais voando para todo lado enquanto Marcus e Dom lutam contra um Godzilla mutante gigantesco, cuja morte causa uma explosão do tamanho de uma bomba atômica."

A Realidade: O problema de se construir um chefe inteiro ao redor da Hammer of Dawn é que ela não é uma arma tão interessante de se usar. Ela basicamente se resume a uma caneta laser gigante que serve de mira para um canhão-satélite. Usá-la é mais ou menos tão emocionante quanto resolver um enigma em um jogo de aventura: Use Hammer of Dawn em Brumak, colete a Chave Hexagonal e abra a porta da Delegacia. A luta acaba parecendo mais um show de fogos de artifício, que perde a graça antes mesmo de começar.

Nihilanth (Half-Life)



A Hype: "Nos confins distantes do tempo e do espaço, Gordon Freeman está sozinho diante do Nihilanth, o grotesco e gorducho alien por trás da invasão da Terra, e que usa magias estranhas e incomuns. Você está separado de tudo que conheceu. Não há nada para você no vazio, exceto por essa última batalha, seguida de uma inevitável destruição."

A Realidade: Lutar contra esse bebê espacial gigantesco é um pé no saco. Nem mesmo todo o ambiente perturbador é capaz de compensar o fato de que tudo que você tem que fazer é andar em círculos enquanto descarrega as armas na cabeça gigantesca. Seus ataques são lentos e fáceis de se evitar, exceto por um que te teleporta para o fundo de um poço espacial gigante. Se for atingido, você terá que escalá-lo até o topo com mais um pouco daquele platforming em primeira pessoa dos anos 90 que todos adorávamos.

Rodrigo Borgia (Assassin's Creed 2)



A Hype: "É o Papa. A p*rra do Papa! O Papa supervilão louco de poder e com um cajado mágico, contra quem você vai lutar com a mística Maçã do Éden. é uma encruzilhada insana de iconografia católica com besteirol sobrenatural feito para ser o pano de fundo de um dos confrontos religiosos mais estapafúrdios da história. É bem provável que, quando a franquia Assassin's Creed foi criada, foi com o propósito expresso de se fazer essa luta."

A Realidade: A porradaria de rua de Assassin's Creed simplesmente não combina com a grandiosidade de se lutar contra o Sumo Pontífice. Ezio e seu grupo de assassinos invocados por magia cercam o alvo e se revezam em acertá-lo como se ele fosse uma mosca em volta de um cavalo. Mais ou menos tão interessante quanto parece. E na segunda fase, todas as armas e assassinos fantasmas são trocados por uma boa e velha troca de socos enquanto você bate em um velho basicamente indefeso até ele desistir. Mais uma vez, não exatamente o final heroico que poderia ter sido.

Solidus Snake (Metal Gear Solid 2)



A Hype: "Dois samurais - um, uma criança soldado criada nas selvas da Libéria e o outro, seu mentor e ex-Presidente dos Estados Unidos - vão cruzar espadas no teto do Federal Hall no centro de Manhattan. Isso depois de uma fortaleza voadora gigante chamada Arsenal Gear cair na cidade. Esses dois homens também estão usando roupas de combate cibernéticas, uma das quais atira mísseis de seus braços robóticos de Dr. Octopus."

A Realidade: O que deveria ter sido um duelo samurai cyberpunk até a morte acaba parecendo mais uma briga de tapas malfeita. Os padrões de ataque de Solidus são tão lerdos e previsíveis que lutar contra ele parece um combate chato de Pokémon. "Solidus usou Ataque Rápido. Solidus errou. Raiden usou Corte de Espada. Não é muito eficaz". Repita isso por uns 10 minutos até que a luta, graças a Deus, acabe.

Yami (Tatsunoko vs. Capcom)



A Hype: "Todos adoram a luta final contra Yami no final de Okami. Você começa sem nenhum de seus poderes, e precisa arrancá-los de Yami um a um ao longo dessa battle royale multiformas. É um duelo de enormes proporções que te faz usar todas as habilidades que você adquiriu ao longo do jogo, o que reflete a longa jornada que levou a esse momento. Agora, nós vamos transplantar esse mesmo personagem para um jogo de luta, onde ele terá a mesma grandeza e adrenalina."

A Realidade: Só que não. Nem um pouco. Yami pode parecer o mesmo e usar alguns dos mesmos ataques que em Okami, mas nesse novo jogo, ele é simplesmente um saco de se derrotar. Parem para pensar no tamanho de Yami. Já que ele ocupa mais ou menos metade da tela, você não está lutando "contra" ele, e sim lutando "nele". Seus ataques mal o incomodam enquanto ele rola entre um ataque e outro. E pior do que isso, só seu ataque que drena o híper-medidor, o qual ele usa constantemente para te negar o uso das suas habilidades mais poderosas e, portanto, garantir que a luta demore tanto quanto possível.

Fonte: GamesRadar

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Seja Você Mesmo, A Menos Que Você Possa Ser o Batman - Terça no Cinema #29

Daqui a meros seis meses, a Warner Bros. e a DC vão mergulhar fundo em seu próprio universo interconectado de filmes de super-herói baseados no gigantesco curral de personagens e séries da gigante dos quadrinhos. Depois de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, teremos Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha, duas metades de um Liga da Justiça e vários outros até 2020.

Mas apesar de todos os outros grandes heróis que estão para ganhar vida nas telonas, será Batman, vivido desta vez por Ben Affleck, roteirista e diretor ganhador do Oscar, que será o centro desse universo cinematográfico em franca expansão. Os caçadores de notícias do site Heroic Hollywood divulgaram um rumor hoje de manhã sobre como o Cruzado Embuçado terá um papel cada vez maior e mais importante nos acontecimentos. Esse é o mais recente sinal de que a DC está apostando alto no homem morcego. Vamos ver o que se sabe até agora:


Mais Batman, Menos Superman em A Origem da Justiça


De acordo com as fontes internas do Heroic Hollywood, a Warner Bros. pediu que A Origem da Justiça, nesse momento em estágios avançados de pós-produção, tenha mais do Batman de Affleck e menos do Superman de Henry Cavill. Apesar de toda a preocupação que os fãs tiveram quando o astro e diretor de Argo foi escolhido para o papel, ao que parece ele está estourando a boca do balão como Cavaleiro das Trevas. Ao ponto que a reportagem chega a dizer que ele está "dando de dez a zero" no Homem de Aço.

Graças, em parte, à trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolas, Batman foi e continua sendo um dos super-heróis mais populares do cinema, então faz todo o sentido que a Warner e a DC queiram capitalizar isso. E apesar do Homem de Aço de Zack Snyder de 2013 ter sido um sucesso, as comunidades de fãs e críticos foram divididas ao meio quanto ao filme. E, aparentemente, os figurões estão tendo muito mais dificuldade para decidir o que fazer com Superman e onde encaixá-lo nesse mundo tenso e sombrio que estão criando em seus filmes (sem perder fidelidade ao personagem). Por outro lado, com o Batman, eles parecem saber exatamente o que estão querendo ter e fazer. E também querem vê-lo mais e mais.


Batman Vai ter Bem Mais Filmes que Superman


Se a reportagem estiver certa, estaremos vendo bem mais do Homem-Morcego ano que vem em Batman vs Superman. Mas mesmo fora desse filme, o Cavaleiro deve ganhar bem mais tempo de tela que Superman, ou qualquer outro personagem do Universo Expandido DC. Fora BvS, o Batman de Affleck deve aparecer alguns meses depois quando a festa de supervilões de David Ayer, Esquadrão Suicida, ganhar as telas - todos já vimos cenas com o Morcego agarrado ao teto do carro do Coringa.

Indo além de 2016, Batman também deve ser um elemento fundamental dos filmes da Liga da Justiça. Claro, Superman também é membro fundador da Liga, então ele vai estar por perto também, mas há rumores de vários filmes solo do Batman em planejamento, um dos quais pode ser dirigido pelo próprio Ben Affleck. Não só eles estão com um dos maiores atores do mundo interpretando um personagem icônico e adorado como estão com um ganhador do Oscar na cadeira de diretor. Já houve combinações piores. Depois disso vem o apressado filme LEGO Batman que está em produção, uma senhora série de videogames e a série de TV precursora Gotham. E enquanto Batman está enlouquecendo com tanto trabalho, Homem de Aço 2, que diz-se que seria dirigido por George Miller, de Mad Max: Estrada da Fúria, foi colocado em "espera permanente". Ui.


O Braço Direito de Ben Affleck Deu Gás Ao Roteiro de BvS


Depois de trabalhar com Ben Affleck para dar vida a Argo - uma história sobre a CIA fingindo fazer um filme de ficção científica para resgatar seis americanos presos no Irã nos anos 80 - Chris Terrio chegou para passar a limpo o roteiro de Batman vs Superman. Ele foi contratado para tentar melhorar a história originalmente escrita por David S. Goyer, que escreveu a trama de Homem de Aço (e contribuiu para a trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan). Diz-se que ele reescreveu grandes partes da versão final de Goyer.

Indo além, Terrio, que também tem um Oscar na prateleira graças a Argo, foi nomeado para escrever os roteiros dos encontros superheróicos que veremos em Liga da Justiça Parte 1 e Parte 2, que chegam em 2017 e 2019. Conforme os currículos de Affleck e Terrio continuam a aumentar, está ficando cada vez mais claro quem vai ser o foco do UEDC. E por outro lado, Henry Cavill ainda está brigando para encontrar seu caminho fora do papel de Superman, e o recente fracasso O Agente da U.N.C.L.E. não ajudou nesse aspecto (o que é uma pena, já que o filme, na verdade, é bem divertido).

Veremos como isso vai se desenrolar ao longo dos próximos anos, a começar quando Batman vs Superman: A Origem da Justiça estrear em 25 de março de 2016.

Fonte: CinemaBlend

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quase Oito Anos Depois, E O Cavaleiro Das Trevas Ainda Dá O Que Falar - Terça no Cinema #28


Eu dei uma olhada no histórico, fiz algumas buscas e não vi nada muito parecido com isso, mas eu peço desculpas se alguém já tiver criado uma teoria parecida.

O Coringa, apesar de ser um psicopata mentiroso, é o verdadeiro herói em O Cavaleiro das Trevas. Antes do Coringa, Gotham estava uma bagunça. Seções inteiras da cidade estavam isoladas devido à loucura, o crime organizado estava deitando e rolando e a maior parte das grandes figuras públicas eram extremamente corruptas. A cidade até mesmo tolerava um justiceiro renegado andando por aí em uma roupa de borracha (Nós sabemos que era armadura especial e fibra de carbono, mas eles não).

Entra em cena o Coringa e, depois de pouquíssimo tempo, quase todo o crime organizado foi eliminado, vários oficiais corruptos estão presos ou mortos e até o justiceiro da cidade se escondeu por oito anos. Tudo foi parte do brilhante plano do Coringa.

O que todos temos que perceber é que o Coringa, apesar do que ele mesmo disse, era mesmo "alguém que tinha um plano" durante o filme inteiro. A primeira coisa que vemos ele fazer é roubar um banco controlado pela máfia e eliminar a experiente equipe de assaltantes que ajudou a realizar o feito. E, claro, o objetivo não era o dinheiro em si, e sim para tirar Lau do esconderijo, de preferência usando o capital combinado das grandes famílias criminosas.

Isso funciona com perfeição e, como o Coringa previu, o Batman vai para Hong Kong "extraditar" Lau. Agora Lau está em um lugar seguro em que, coincidentemente, o Coringa pode entrar com facilidade. Claro que isso tudo faz parte do roteiro do filme, mas o Coringa dirige tudo de maneira espetacular, matando criminosos chave e oficiais corruptos que poderiam proteger os peixes grandes. Harvey Dent chega a argumentar a favor de proteger os chefões para que fosse possível limpar as ruas dos capangas rasos, mas o Coringa sabe que isso não vai funcionar a longo prazo.

Nesse ponto da história, só o que temos são 3 homens lutando pela "alma" de Gotham (de acordo com o Coringa), mas Dent e Bruce Wayne estão fazendo exatamente o que o Coringa quer. Isso vai até mesmo às ameaças dele de explodir o hospital. Com a ajuda de Gordon e do Batman, ele expõe vários policiais corruptos. Dent até chega a matar alguns deles antes do fim do filme.

A promoção de Gordon também fez muito bem para Gotham. Para muita gente, o Coringa batendo palmas quando Gordon é nomeado comissário é um ato de sarcasmo, mas eu acho que ele acreditava mesmo em Gordon, um dos poucos policiais da delegacia que se mostrou realmente incorruptível.


Então, agora o Coringa tem um caminho bem traçado para se livrar do crime organizado e dos oficiais corruptos, mas ainda há o justiceiro a considerar. Como vemos no início do filme, Batman estava servindo de inspiração para outros justiceiros, e a sociedade não consegue se sustentar quando todos fazem justiça com as próprias mãos. Este símbolo de medo e vingança sem pudores precisava ser impedido, mas não morto. Se o Batman fosse morto, ele seria um mártir, e seu símbolo continuaria vivo. E, sendo Dent um símbolo bem melhor da cidade, claro que ele seria um mártir muito melhor.

Eu não sei se o Coringa planejava que Harvey ficasse tão desfigurado depois da explosão da qual Batman o salvou, mas eu tenho certeza que ele queria que Harve sentisse todo o peso da morte de Rachel, razão pela qual ele dá o endereço errado para o batman. Ele sabe o que a morte de Rachel vai fazer com o psicológico de Harvey, e que o Batman eventualmente não teria escolha além de matá-lo. Isso quebraria o psicológico do homem-morcego, ao mesmo tempo que o transformaria em um vilão de verdade, daqueles que abandonam os próprios princípios. Agora, Batman não tem escolha além de desaparecer, deixando seus feitos se tornarem quase uma lenda urbana no início de O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Quando o filme seguinte abre, vemos um Bruce Wayne derrotado, que se aposentou oito anos antes. A cidade estava segura e pacífica (até Bane dar as caras), sem precisar de justiceiros de plantão para protegê-la. O Coringa mostra ao Batman o erro que ele estava cometendo, só que de um jeito completamente devastador.

Mesmo a cena com os dois barcos, no clímax do filme, só serviu para provar às pessoas de Gotham que elas nunca se virariam umas contra as outras. Ele provou que havia um pouco de bem até nos criminosos mais desprezíveis da cidade.

No final, Gotham está limpa de verdade. Não foi por causa de Harvey, que morreu cedo demais para fazer algo de bom, exceto como mártir, e não foi por causa do Batman, que, por oito anos, foi segregado e tratado como o criminoso que a maioria dos justiceiros tende a ser. Gotham estava segura porque o Coringa limpou as ruas. Ele eliminou a polícia corrupta, destruiu as finanças do crime organizado, ergueu a moral da cidade, e chegou até a eliminar a praga voadora que vinha piorando a corrupção da cidade desde que ele se declarou seu protetor.


Fonte: Reddit

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ser Ou Não Ser Um Maníaco Psicótico? - Terça no Cinema #26


A espera por um filme de super-herói pode ser uma provação, ainda mais se você é um fã de quadrinhos louco para ver este ou aquele material adaptado para as telonas. Como consequência, muitos de nós analisam obsessivamente fotos e trailers para tentar descobrir elementos do roteiro de tal filme. Isso tem o potencial de produzir teorias curiosas, e em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, há um prato cheio. Ao longo dos últimos meses, vem se especulando que Jason Todd, o segundo Robin, é, na verdade, o Coringa do Universo Cinematográfico DC, visto em Esquadrão Suicida e possivelmente em um flashback dentro do próprio Batman vs Superman. E agora, um fã descobriu novas "provas" que parecem dar crédito a essa teoria.

O usuário do Reddit DeathByRequest percebeu algo estranho nas duas imagens abaixo: a foto promocional do Coringa em Esquadrão Suicida e a roupa do Robin que aparece no último trailer de Batman vs Superman. Olhando de perto, dá para ver que o Coringa tem duas marcas circulares nos ombros (uma perto do chapéu do palhaço demoníaco e outra perto de um dos "HA"s), que DeathByRequest acredita serem "cicatrizes de tiro, queimadura ou esfaqueamento". Agora, olhando para a roupa do Robin, é possível ver dois buracos na área dos ombros também. Isso se junta a especulações anteriores de que as tatuagens do Coringa seriam dicas que Jason seria o novo Príncipe Palhaço do Crime.


Tudo bem, não é uma prova absoluta, mas, pelo bem da discussão, vamos mergulhar de cabeça nessa teoria bizarra. Se jogarmos fora toda a história e a continuidade do mundo dos quadrinhos, ter Jason Todd sendo o Coringa deste universo seria uma reviravolta sinistra. Se tomarmos essa teoria como verdadeira, sobram duas possibilidades de como os eventos se desenrolaram. A primeira é que Jason Todd não morreu de verdade, e sim foi torturado à insanidade pelo Coringa, "morrendo" metaforicamente (basicamente o mesmo que ele próprio deve fazer com a Arlequina em Esquadrão Suicida). A segunda é que Jason realmente foi assassinado, mas ficou louco depois de voltar à vida e tomou para si a identidade de Coringa. Seja como for, isso significa que o Coringa original morreu ou desapareceu e que Jason herdou o legado do insano malfeitor.

Também não seria a primeira vez que um Robin se tornaria o Coringa. No filme animado de 2000, Batman do Futuro - O Retorno do Coringa, os fãs foram surpreendidos pela revelação de que o Príncipe Palhaço que estava causando o caos em Neo-Gotham City era na verdade o antigo parceiro de Bruce Wayne, Tim Drake, cujo corpo tinha sido dominado por um microchip implantado que continha o DNA e a consciência do Coringa. Dick Grayson também se disfarçou do falecido Coringa em The Dark Knight Strikes Again, de 2001, sequência da história The Dark Knight Returns de Frank Miller.

No entanto, mesmo com tudo isso, ainda há vários "furos" nessa história (trocadilho intencional). Para começar, Jared Leto e Ben Affleck tem a mesma idade, então mesmo que um dos personagens seja um pouco mais velho que o outro, é facil imaginar os dois lutando ao longo de vários anos. Não seria necessário explicar Leto ser um Coringa mais jovem. Além disso, o Batman é uma das pessoas mais inteligentes do planeta, então mesmo que ele não conseguisse descobrir a identidade de Jason, ele saberia que tem alguém se passando por seu arqui-inimigo. Ah, e essas marcas circulares no corpo do Coringa podem muito bem serem pintas ou alguma outra marca de nascença, e a roupa do Robin ter buracos no mesmo lugar é só uma coincidência absurda.

Mais importante que isso, transformar Jason no Coringa seria jogar no lixo grandes oportunidades para futuros filmes do Batman. Apesar de ter estado morto por anos, Jason foi ressuscitado na década passada e se tornou o Capuz Vermelho, um alter-ego que já foi usado pelo homem que um dia se tornaria o Coringa. Jason começou a aplicar sua própria forma de justiça nos criminosos, mas seu alvo principal era o monstro que o assassinou. Em ambas as situações, Batman tem que lidar com o fato de seu antigo ajudante estar vivo, mas, com o Capuz Vermelho, ele ainda tem que impedir a cruzada de Jason pela cabeça do Coringa, apesar de odiar o maníaco risonho tanto quanto ele. Não só isso bate com os quadrinhos como é uma história muito mais interessante, colocando Jason como anti-herói/aliado ocasional, coisas que foram muito bem demonstradas no filme animado de 2010, Batman Contra o Capuz Vermelho. Pode perguntar para qualquer fã de quadrinhos, que eles provavelmente vão concordar que esse é o melhor caminho para Jason no DCCU.

Pode demorar um pouco até termos uma resposta concreta para essa teoria do Coringa, mas todos podemos esperar ansiosos por Batman vs Superman, que estréia em 25 de março de 2016, e por Esquadrão Suicida logo depois, em 5 de agosto de 2016.

Fonte: CinemaBlend

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Já Dançou Com a Warner à Luz do Pálido DLC? - Quinta Jogando #22


Em algumas semanas, a Warner Bros. vai lançar um novo pacote de skins para Batman: Arkham Knight que permitirá aos jogadores relembrar a era da interpretação de Michael Keaton. Muitos estão empolgados com isso; todavia, Arkham Knight foi lançado em junho. Os jogadores que compraram o jogo no dia do lançamento provavelmente já terminaram o modo história, ou estão pelo menos na metade. A ideia da skin retrô para o Homem-Morcego é boa, e aqueles que compraram o Season Pass, ainda mais os fãs de Michael Keaton, podem estar ansiosos; mas será que quando a Warner lançar de fato o conteúdo, já não vai ser tarde demais?

Vamos presumir, para essa discussão, que a maioria dos gamers joga um jogo single-player e então passa para o próximo blockbuster. Qual é o seu incentivo para revisitar o jogo? No caso de Arkham Knight, mesmo os jogadores que ainda não tiveram o bastante vão precisar esperar algumas semanas até o lançamento do pacote para continuar jogando com sua versão favorita do Cavaleiro das Trevas. Aqueles que já terminaram o jogo talvez comecem de novo pelas expansões, tipo a prequência Batgirl: A Family Matter e os mapas de desafio - coisas que agregam valor ao jogo. Mas o que eles vão fazer com um pacote de skins?

Muitas distribuidoras continuam a apoiar jogos com DLCs de roupas ou habilidades maneiras, mas inúteis. InFamous, por exemplo, lançou um DLC (graças a Deus gratuito, para quem não fez a pré-compra) que permitia que os jogadores usassem as lâminas gigawatt no combate corpo-a-corpo. Outro exemplo é a armadura para cavalos em The Elder Scrolls IV: Oblivion; o conteúdo melhorou minimamente a experiência a um preço comparativamente meio alto. Ambos esses exemplos me lembram do segredo de receber cem vidas e o pulo triplo melhorado em Super Mario 64. Para consegui-lo, você tinha que encontrar o Yoshi em cima do castelo, e para chegar lá era necessário ter todas as 120 estrelas (ou seja, você tinha que zerar 100% do jogo, o que torna esses prêmios absolutamente inúteis). São boas ideias, mas talvez essas habilidades devessem estar disponíveis desde o lançamento. Já sabemos que não precisamos dessas habilidades para terminar o jogo, então elas acabam parecendo só firula.


Do outro lado da moeda, DLCs que expandem o conteúdo de um jeito significativo aumentam o incentivo dos jogadores de voltar a jogar o mesmo jogo. Por exemplo, a Ninja Theory lançou uma expansão para Enslaved: Odyssey to the West chamada Pigsy's Perfect 10, uma história paralela ao jogo estrelando o homônimo Pigsy. Outro bom exemplo é Protoman em Mega Man 9. Protoman poderia ter sido só uma nova skin, mas seu estilo de jogo era diferente do de Mega Man, então os jogadores tinham um novo desafio para vencer e, portanto, mais um motivo para jogar novamente.

Não me entendam mal: pacotes de skins são conteúdo maneiro, mas eles sempre parecem chegar depois de já ser tarde demais. Antes tarde do que nunca, claro, mas uma roupa inspirada em Michael Keaton só vai ser valorizada pelos mais ardorosos entre os fãs. Talvez fosse do interesse das distribuidoras oferecer seus pacotes cosméticos o mais cedo possível, antes que os jogadores passem para o próximo grande lançamento. Pelo menos os que comprarem a inevitável edição de Jogo do Ano de Arkham Knight não vão ter que esperar para jogar como o Batman de Tim Burton.

Fonte: CheatCC

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pré-Comprar Ou Não Pré-Comprar, Eis A Questão - Quinta Jogando #16

A Forbes e vários outros sites costumam advertir as pessoas contra comprar jogos em pré-venda, mesmo os que prometem estratosfericamente e vêm de séries aclamadas, como Fallout 4. Olhando com atenção, pré-vendas só beneficiam os desenvolvedores e distribuidoras. Os clientes gastam dinheiro em um jogo, completamente às escuras, sem poder se basear em reviews e conversas com os amigos, torcendo para que eles valham o investimento quando lançarem. Na maioria das vezes, tudo acaba bem, mas sempre há o risco de se ter investido em um jogo ruim.


A E3 é um evento gigantesco onde os criadores de jogos do mundo todo se reúnem para mostrar suas crianções e convencer os fãs a comprá-las antecipadamente. Mas, depois de fracassos como Alien: Colonial Marines e com as promoções da Steam dando belos descontos a quem tem um pingo de paciência, será que ainda existem pré-compras aceitáveis?

Por que cargas d'água deveríamos pré-comprar qualquer jogo que seja? De um certo modo, ela é um voto de confiança. Os números de uma pré-venda demonstram o quão populares ou importantes certos jogos são para a comunidade. Fora isso, eles geram uma atmosfera de hype que pode fazer jogadores que estão em cima do muro optarem por comprar também. Isso significa que mais fãs estarão jogando o jogo ao mesmo tempo, compartilhando experiências uns com os outros ao invés de ficar correndo atrás do prejuízo depois de semanas ou meses.

E aí vêm os incentivos de pré-venda para quem os críticos adoram erguer o nariz. Alguns podem considerar besteira roupas diferentes e armas bônus (que é geralmente tudo que se ganha na "edição limitada"), mas existem os mais significativos. Trilhas sonoras e livros de arte são legais, mas Mortal Kombat X ofereceu como incentivo o icônico Goro, que representou uma pequena economia para os fãs que pré-compraram. Alguns jogos vão mais longe ainda, oferecendo escalas de bônus, como XCOM: Enemy Unknown antes de seu lançamento na Steam. Os bônus começaram com roupas clássicas, chapéus para Team Fortress 2 e eventualmente chegou a cópias gratuitas de Civilization V. O que faz esse sistema de escalas ser tão brilhante é que ele torna o ato de pré-comprar em um jogo por si só, com o gráfico em ascenção criando quase que uma consciência de manada. É fácil abrir a carteira quando mais de dez mil pessoas já fizeram o mesmo. Você acaba quase nem ligando para as recompensas.


Pode-se argumentar que o melhor incentivo de pré-venda é o acesso antecipado. Quem comprou a Master Chief Collection em um certo período teve acesso ao beta de Halo 5. CoD Advanced Warfare teve um lançamento no dia zero, que permitiu que os que compraram antes do lançamento começassem a jogar um dia antes de todo o resto. Esse, acima de todos, até mesmo dos pacotes de skins, deve ser O melhor motivo para se comprar um jogo, mesmo que seja meio absurdo se analisado a fundo. Basicamente, você está pagando o preço cheio de um jogo que ainda não lançou para ter acesso a ele ainda inacabado.

E mesmo esse tipo de relevância pode estar caindo de moda, com tantos jogos hoje saindo em acesso antecipado ou open betas. Os pobres diabos que compraram Evolve depois de duas grandes sessões de beta deveriam saber no que estavam se metendo. Mesma coisa com Battlefield Hardline. Com o passar do tempo, espera-se cada vez mais que os jogos ofereçam betas abertos que aliviem algumas das dúvidas inerentes a uma pré-compra.

Cada vez mais aparecem fatores que diminuem o risco de uma pré-venda. A nova política de reembolso da Steam é um grande passo, caso continue a valer. Além disso, um cliente sempre pode desfazer uma pré-compra, sem consequências. Considerado isso, comprar em pré-venda não é tão arriscado assim. A menos, é claro, que você esqueça que fez uma pré-compra. Se esse for o caso, é melhor deixar para comprar seu jogo a menos de uma semana do lançamento. Marque na agenda.


No final das contas, existem fatores que fazem comprar algo em pré-venda superar a pura praticidade de esperar o preço abaixar ou o apelo mediano dos bônus digitais. Eu não quero ter sempre que pensar e esquematizar as datas de lançamento. Há um conforto muito grande em simplesmente pré-carregar um jogo e rodá-lo na hora que ele é lançado. Jogar na hora zero e ter a catarse daquele momento é uma recompensa por si só. Rodar The Witcher 3 pela primeira vez junto com milhares de outras pessoas gera uma conexão quase espiritual. E ainda há a vantagem de não haver spoilers na internet.

E aí entram aqueles jogos que você vai acabar comprando independente do que aconteça, como Batman Arkham Knight, mesmo com seus DLCs exclusivos insanos. Como resistir ao Pacote de História da Arlequina? Depois vem Fallout 4. E XCOM 2, que se tiver um evento de bônus escalados, eu vou acabar contribuindo também. Em jogos assim, a questão não é se você vai comprar, e sim quando vai comprar. Às vezes, não tem problema ter um pouco de fé e provar para os criadores que você gosta do que viu até agora. Claro que há o fator de risco, mas se você sabe que comprar o jogo é um evento certo, porquê não levar junto algumas lembrancinhas na faixa?

Fonte: ShackNews

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Estava No Roteiro" Não É Uma Resposta Válida - Terça no Cinema #12

Criar um bom herói ou vilão é uma tremenda corda bamba. Eles precisam ser duros na queda ou a batalha final vira briga de criança. Mas se eles forem duros demais, ficam sem-graça, já que não há drama na invencibilidade. A melhor coisa a fazer é escrever personagens equilibrados com seus próprios desafios físicos e morais a superar. A pior coisa a fazer é dar superpoderes malucos que não são usados no frigir dos ovos. Tipo...

Batman E Seu Super-Chute



Em O Cavaleiro Das Trevas Ressurge, Bane planeja destruir Gotham City com seu time de terroristas e seu amor por monólogos que ninguém consegue entender. Batman, que não é o tipo de bat-pessoa que aceita a destruição de bat-cidades inteiras, vai atrás de Bane e os dois entram em uma batalha de vozes ridículas. O que se segue é o Homem-Morcego apanhando como um filho que apanha da mãe, perdendo todos os batbrinquedos e ainda levando uma fratura na coluna de brinde.

Mas Espera Aí


Bane é o anti-Batman. Sem tecnologia nem piedade, ele o conhece e a todos os seus acessórios, e suas excelente condição física consegue aguentar todo o treinamento que Batman possui. Mas o Cruzado Embuçado tem uma arma secreta que Bane não teria como prever: em uma cena anterior, vemos Bruce Wayne voltando à forma, o que inclui colocar uma braçadeira de perna hi-tech que consegue arrancar tijolos da parede na base do chute.


Essa habilidade seria uma enorme vantagem em qualquer luta, ainda mais pelo fato de ser um truque novo que pegaria Bane de surpresa. E justamente por isso, nunca mais se ouve falar dele. O que aconteceu aí? Esqueceu de colocar a braçadeira antes de ir para a luta mais importante da vida? Comassimbial? Sugere-se que ele precisa desse equipamento para fazer suas bat-proezas, como dar voadoras de vingança na injustiça do mundo. Nesse primeiro embate, Bane deveria ter saído de cena com seus testículos no lugar dos olhos enquanto o homem-morcego fazia a dancinha da vitória.



A Fraqueza Dos Jedi: Ar



Star Wars Episódio III conclui a história de um grande herói terminando sua descida ao lado negro... e também tem Anakin Skywalker virando Darth Vader. A cena de abertura é uma batalha espacial gigantesca entre a República e os Separatistas, que são tão malignos que sequestraram o Chanceler Palpatine e nos fez aturar tipo 200.000 horas dele falando de relações de comércio.

Anakin e Obi-Wan abordam a nave onde Palpatine está e imediatamente são confrontados por um batalhão de dróides. Os dois Jedi rapidamente dão cabo dos inimigos, porque é óbvio que mandar robôs atrapalhados contra dois cavaleiros espaciais com poderes mágicos é uma excelente ideia.

Mas Espera Aí


Anakin e Obi-Wan têm poderes telecinéticos, agilidade sobre-humana e, claro, sabres de luz. Mas os incompetentes dróides ainda têm uma vantagem essencial contra os Jedi: não precisar de oxigênio. Em terra, isso é irrelevante, mas essa luta se passa em um hangar que aparentemente até já está aberto para o espaço. Por que tem oxigênio naquela parte da nave para começar? É um hangar operado completamente pelos dróides. Oxigênio dá barato neles ou o quê?

Não só era para ser possível desligar o oxigênio para aquela parte da nave, era para ser impossível que ele estivesse lá para começar. É só desligar o campo de força mágico e o resto do filme seria os Sith decorando o jardim com dois Jedi-colés.

Neo Só Voa Quando Quer




No final de Matrix, Neo morre e volta à vida pelo poder do amor e da preguiça do roteirista. Agora ele pode voar, parar balas com as mãos e, principalmente, mergulhar de cabeça dentro do Agente Smith, fazendo-o explodir. Basicamente, um Superman gótico.

Mas Espera Aí


Matrix Reloaded começa com uma luta contra três agentes e Neo comentando que eles "melhoraram", que pode ser traduzido como "o ataque do Alien explosivo não vai mais dar certo". E isso é muito válido, porque eu imagino que perto da centésima vez que você vê o Keanu Reeves explodindo o peito de alguém, a coisa começa a perder a graça.


Mas e o seu poder de voar? No vídeo acima, ele decola com tanta força que o mundo se deforma em volta dele. No terceiro filme, só a velocidade de voo faz os prédios próximos caírem aos pedaços. Ninguém aqui é especialista em kung fu, mas não seria o poder de sair voando em velocidades supersônicas e depois se lançar de volta ao chão com força suficiente para abrir uma cratera algo levemente útil?

Mas não, todos os novos poderes do Escolhido são ignorados em favor de chutes voadores levemente mais elaborados. As regras de combate dele devem ser as mesmas que os Wachowski usam enquanto escrevem: ser maneiro é mais importante que fazer sentido.

Voar, Voar, Explodir, Explodir



Estamos magnânimos hoje, então vamos dizer que os filmes dos Transformers têm um espectro semitransparente que pode ser chamado de história. O primeiro gira em torno do AllSpark e depois de algumas horas de robôs de computação gráfica se socando, Shia LaBeouf tenta fugir com o MacGuffin tecnológico em um helicóptero militar, mas o que se sucede é o que faz esse filme ser do Michael Bay.


Mas Espera Aí


Ninguém vai te julgar se você não puder diferenciar quem é cada pilha de metal renderizado, mas os Autobots e os Decepticons tinham uma diferença importantíssima: os vilões voam, os heróis não. Então, sim, colocar o AllSpark em um helicóptero ajudou muito... os vilões da história. Eles poderiam ter simplesmente seguido o cubo pelo ar enquanto os Autobots não poderiam fazer nada além de balançar os punhos para o céu em ódio.

Na verdade, esqueça o AllSpark. Como a batalha chegou tão longe em primeiro lugar, se um lado voa e o outro não? Nós testemunhamos Megatron voando com Optimus Prime se agarrando a ele, então por que não pegar os terrestres Autobots, levá-los quilômetros no ar e deixá-los cair? Ou então, no mínimo, ficar voando e atirando sem dar chance de serem socados ou agarrados, que é basicamente só o que os Autobots têm como arma além da voz sensual de Optimus Prime?

Magneto Não Gosta De Apelar



Em X-Men: O Confronto Final, Magneto e seus amigos tentam destruir a fonte de uma cura para mutações. O laboratório fica na Ilha de Alcatraz, então Magneto junta suas tropas em cima da ponte Golden Gate e usa seus poderes de manipular metal para levantar a ponte inteira até a ilha. Por que não simplesmente jogar a ponte na ilha, por incrível que pareça, não é nosso argumento.

Sua contribuição na batalha amonta a jogar carros flamejantes a esmo como se fossem Molotovs gigantes. Os mocinhos se protegem do ataque e, para resumir, Magneto perde a briga e seus poderes.


Mas Espera Aí


No filme anterior, vemos Magneto transformar micropartículas de ferro que estavam na corrente sanguínea de um homem em balas, que são usadas para abater o resto dos guardas presentes.


Por que não fazer a mesma coisa para combater um mini-exército? Metal suficiente não era problema, já que Magneto estava de pé em uma ponte cheia de carros. Ele poderia tê-los transformado em um bilhão de balas e feito seus inimigos, literalmente, engolirem chumbo. E isso se ele estivesse de bom humor. Se não estivesse, que tal um redemoinho de fragmentos de metal que transformaria qualquer ser vivo na ilha em purê, isso sem nem precisar colocar os pés lá? Dá para se proteger de um carro catapultado na sua direção, mas e quanto a milhares de navalhas minúsculas? Talvez o problema seja esse, Magneto queria tanto mostrar do que era capaz que esqueceu que o que importa é a mágica, não o tamanho da barra de ferro.

Fonte: Cracked

terça-feira, 31 de março de 2015

Entrei na Feira da Fruta... - Terça no Cinema #8




Altas novidades vindas da Mad Monster Party em Charlotte, Carolina do Norte. Os astros originais da famosa série de 1966 do Batman vão voltar aos papéis e protagonizar um novo filme animado. Apesar de não haver uma data exata, o filme vai ser lançado diretamente em Blu-ray, DVD e VOD em 2016, junto com a estréia de Batman v Superman: Alvorecer da Justiça. A ideia do filme é apresentar uma versão mais exagerada e divertida para contrastar com o tom sério do novo filme da DC.

Burt Ward, que fez o papel de Robin na série original, deu as boas novas em uma entrevista que fazia junto com Adam West, seu parceiro de combate ao crime. Ambos reprisarão seus papéis nesse novo filme animado. Ward disse que o filme terá 90 minutos de duração e que existe a possibilidade de uma nova franquia animada do Homem-Morcego, já que um segundo filme estaria sendo discutido. Mas, claro, esse segundo lançamento dependerá do sucesos do primeiro. Apesar de faltar a confirmação da Warner Bros., esse filme provavelmente vai ser lançado como parte da coleção DC Universe Animated Original Movies [Filmes Animados Originais do Universo DC], mas provavelmente não terá vínculos com outras histórias, permanecendo uma entidade separada.

A série Batman de 1966 tem se tornado mais popular recentemente depois do seu lançamento em Blu-ray e DVD. Também foram lançados novos brinquedos e produtos com a temática da série, que vêm vendendo muito bem. Sendo assim, faz sentido que a Warner esteja querendo voltar a usar a franquia com os atores originais. Batman 1966: A Animação será lançado para comemorar o aniversário de 50 anos da série original, mas nenhum outro detalhe foi revelado ainda.

Fonte: MovieWeb

terça-feira, 17 de março de 2015

Coringa e Batman - Venda Casada ou Casal Vendido? - Terça no Cinema #6





Em janeiro, uma reportagem surgiu dizendo que o Batman de Ben Affleck, estrela de Batman v Superman: O Alvorecer da Justiça vai fazer uma aparição no fim da filme Esquadrão Suicida, da Warner Bros e DC Comics, que está programado para iniciar as filmagens mês que vem em Toronto. Ainda não houve nenhuma confirmação oficial da participação de Batman, mas também houve informativos de que Amanda Waller (Viola Davis) tem vigiado todos os super-heróis, incluindo o Homem-Morcego. Hoje, o El Mayimbe trouxe mais novidades sobre como Batman se encaixa na história. Apesar de isso não ser confirmado, temos SPOILERS em potencial abaixo, então leia por sua conta e risco. Dê uma olhada no que o El Mayimbe tinha a dizer, que abre espaço para alguns detalhes interessantes sobre a história do Morcego.

"Detalhes sobre A PORCARIA DO #BATMAN em #ESQUADRÃO SUICIDA! #SPOILERS De acordo com as minhas fontes, no filme, Batman é um tipo de bicho-papão que o governo odeia MUITO. Saca só, antes dos acontecimentos de #BatmanvSuperman, O CORINGA foi o único que realmente o encontrou e conheceu, portanto ele é muito importante para Amanda Waller. Eles dois assistem filmagens do Batman em ação e conversam sobre como ele é a chave para encontrar todos 'os supers'." Maneiríssimo.

Houve rumores que a cena final de Esquadrão Suicida seria uma revolta de prisioneiros enorme, onde Batman e Coringa saem no braço, mas em Batman v Superman, o Cavaleiro das Trevas estaria "semi-aposentado" e combatendo o crime através de drones e câmeras de vigilância. Acredita-se que Batman terá que se revelar como herói em Alvorecer da Justiça, o que mudaria sensivelmente o universo DC Comics e provavelmente seria a razão de ele ir parar nas vistas de Amanda Waller para começar.

O filme de duas partes da Liga da Justiça vai estrear um ano após tanto Alvorecer da Justiça quanto Esquadrão Suicida, então teremos a chance de ver como a trama desses dois filmes vai se amarrar no universo. Também se escutou rumores de um novo reboot da franquia Batman, mas a Warner não falou nada a respeito.

Fonte: MovieWeb.com

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Snyder não enche o prato ainda mais com filé de peixe - Terça no Cinema #2

Batman v Superman: Revelado o Papel de Aquaman?



Enquanto os fãs estão na espera pelo requisitadíssimo teaser trailer de Batman v Superman: O Alvorecer da Justiça, o diretor Zack Snyder vem divulgando material promocional de seu filme por meio de imagens dos atores em suas roupas de super-herói. Ano passado, vimos fotos de Ben Affleck como Batman e Gal Gadot como Mulher Maravilha, e alguns dias atrás, os fãs foram presenteados com a primeira visão de Jason Momoa como Aquaman.

Já era sabido que a Santíssima Trindade da DC (Batman, Superman e Mulher Maravilha) participaria do crossover que estreará ano que vem, mas está cada dia mais provável que o Rei de Atlântida vá se juntar a eles em Março de 2016. O próprio Momoa pode ter confirmado sua aparição ao chamar Snyder de "gênio", e com o próprio diretor soltando uma foto oficial do havaiano à caráter, é lógico pensar que Aquaman aparecerá em algum momento de Batman v Superman.

E qual será, exatamente, o tamanho de sua participação? A maioria concorda que Snyder já está de prato cheio, uma vez que seu filme precisa continuar o desenvolvimento do Superman de Homem de Aço, apresentar as novas versões de Batman, Mulher Maravilha e Lex Luthor e ainda ter uma narrativa coerente o bastante para ser o alicerce do universo cinemático da DC, que a Warner Bros. está regando com amor e carinho. Com uma proposta que já parece mais cheia que busão na hora do rush, incluir Momoa no filme pode ser mais do que Snyder consegue fazer.

No entanto, aqueles que temem que Alvorecer da Justiça possa ser o próxima adaptação de quadrinhos a ruir sob o peso de personagens demais não precisam prender o fôlego ainda. O site Badass Digest reportou que no roteiro de filmagem de Batman v Superman, Aquaman quase não aparece. Supostamente, ele apareceria por alguns instantes em duas cenas: no censo de metahumanos de Luthor e no final, quando Batman reúne a Liga da Justiça. Fora isso, ele não estaria presente.

Muitos DCnautas diriam que é melhor assim. Como o título sugere, Batman v Superman deve lidar, principalmente, com Kal-El e Bruce Wayne resolvendo suas diferenças antes de desenvolver uma amizade que servirá de base para a fundação da Liga. Nessa era de criação de universos compartilhados, sem dúvida a Warner vai querer dar um gostinho do que está por vir, o que abre um caminho para um cameo do Aquaman que não deve tirar o foco da narrativa principal. Se bem-utilizado, o estúdio pode conseguir cortar o queijo com a faca e comê-lo.

Fora o novo visual rústico do personagem, um dos maiores pontos de discussão sobre a imagem foi a frase "Una os Sete". Alguns especularam que se tratava dos Sete Mares, mas na atual conjuntura dos fatos, é improvável. Arthur Curry reunindo um exército submarino seria uma linha maneiríssima para incluir no filme solo do Aquaman em 2018, mas como a imagem parece estar no contexto de Batman v Superman, ela deve estar falando de outros sete.



Em seu artigo, o Badass Digest praticamente confirmou que a frase seria uma referência nada discreta à Liga da Justiça, que possui sete integrantes. Além de Aquaman, dizem eles que o Flash de Ezra Miller também fará um cameo, o que aumenta a contagem de "metahumanos" de Alvorecer da Justiça para seis (Superman, Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash). Nenhuma menção ao Lanterna Verde, mas é possível que o personagem seja adicionado na pós-produção, se um ator for escolhido a tempo. Vale lembrar que as cenas pós-crédito da Marvel costumam ficar prontas de última hora.

Rumores antigos sugeriram que Aquaman seria um dos personagens a cobrar responsabilidade de Superman pelos danos causados no clímax de Homem de Aço, mas parece que essa linha vai ser deixada para outro filme (se é que vai ser usada). Por mais ansiosos que os fãs estejam para ver Momoa em ação, o universo compartilhado DC provavelmente será mais feliz com esses planos, já que haverão muitas oportunidades para desenvolver Aquaman em produções futuras. Por enquanto, um gostinho é mais que suficiente.

Batman v Superman: Alvorecer da Justiça estreará dia 26 de Março de 2016. Aquaman estreará dia 27 de Julho de 2018.

Fonte: screenrant.com