segunda-feira, 13 de julho de 2015

Transumanismo, Fuck Yeah! - Tecno-Segunda #22


O mundo à nossa volta é uma cacofonia de sinais que os nossos cinco sentidos principais não conseguem sentir. Nós não podemos ver infra-vermelho a olho nu como algumas cobras, nem temos um sentido natural para campos magnéticos. Em compensação, temos cérebros bem espertinhos, que há muito tempo nos permitem criar meios de aumentar nossos sentidos básicos.

Pode-se argumentar que esse processo já acontece desde a criação das línguas, mas a coisa começou a ficar séria depois que os chineses da Dinastia Song passaram a usar a bússola no século XI. Graças a essa descoberta, de repente nós pudemos compensar nossa falta de sentido magnético com a tecnologia. Pela primeira vez, nossa espécie compreendeu os campos magnéticos da Terra e conseguiu usá-los para ter uma vida melhor.

A criação de aparelhos extra-sensoriais acelerou depois da revolução científica e decolou de vez com a descoberta das ondas eletromagnéticas e a criação do rádio. Através dele, não só descobrimos como transmitir frequências eletromagnéticas como criamos a tecnologia para manipulá-las como som.

Mas o primeiro grande passo na criação de um sexto sentido externo para os humanos aconteceu de fato em 2007, quando Steve Jobs subiu no palco da Macworld e abriu as portas para a era moderna dos smartphones.

Junte as capacidades principais de um smartphone com as notificações push, o volume de dados certo e um software capaz de traduzir informação bruta em conhecimento útil em tempo real, leve ao forno até dourar e temos um belo sexto sentido pronto para ser usado.

É quase como uma consciência mais detalhada do ambiente à nossa volta, intermediada pela Internet e um aparelho inteligente. Em outras palavras, seu telefone, a internet e o software certo trabalham juntos para "sentir" os dados que permeiam o ambiente e transmiti-los para você como uma notificação push com informações. O resultado é uma vibração na sua pele ou um alerta sonoro. Para dar um rosto ao conceito, é só pensar no Foursquare, no Facebook e no Google.

Check-in, Nearby Friends e Google Now


O check-in do Foursquare. Apesar da perene dificuldade de manter uma base fiel de consumidores, o Foursquare usou seus check-ins para criar a base de dados online de locais físicos mais rica e precisa do mundo. E ao se cadastrar na versão mais recente do aplicativo, ele ainda te encoraja a dizer que tipos de comida e atividade você mais gosta.

Deste modo, ao passar perto de um restaurante que serve sua comida preferida, um bar que se especializa no seu coquetel favorito ou qualquer outro local no mundo real que oferece algo que possa te interessar, o Foursquare te manda uma notificação.

Para conseguir isso, o Foursquare combina sua base de dados, o sinal de GPS do seu telefone e seus algoritmos únicos para te contar coisas que você talvez não saiba sobre o mundo em volta. E ele faz tudo isso em tempo real sem que você precise pedir.

O resultado é um sentido digitalmente amplificado do mundo físico.

O Nearby Friends do Facebook, capaz de sentir nosso ambiente social. No momento, a base de dados e os algoritmos do Facebook não impressionam e limitam a utilidade da ferramenta, mas existe potencial a explorar. Se o Facebook entendesse melhor os nossos relacionamentos, ele seria capaz de nos informar quando um amigo estivesse próximo e o que eles estariam fazendo.

Seria bem interessante (e invasivo) se o Facebook descobrisse como nos notificar de pessoas próximas que não conhecemos mas provavelmente gostaríamos de encontrar.

Com isso, temos um sentido digitalmente amplificado do nosso ambiente social.

O Google Now que tudo vê. Se você usa os serviços do Google na maior parte da sua vida digital, o Google Now minera o seu calendário, e-mail, localização, histórico de buscas e até a hora do dia para dar um sem-número de notificações úteis sobre o mundo.

Você tem uma reunião logo e o trânsito piora antes de você sair? Toma uma notificação para sair antes. Uma encomenda que você está esperando saiu para entrega? Toma uma notificação dizendo a hora que ela deve chegar.

Dependendo de como você interpreta as intenções do Google, esse tipo de análise pró-ativa da sua vida pode ser meio perturbadora. Se a filha da mãe não fosse tão útil, até dava para se irritar.

As Notificações Push Ainda São Muito Primitivas

Como sabe qualquer pessoa que convive com alguém que não consegue largar o telefone, notificações de smartphone são um porre. Talvez até uma praga. E isso se deve, em parte, ao fato da maioria das notificações serem feitas com o propósito específico de te arrancar do que você está fazendo para o benefício de algum interesse corporativo: "Compre isto! Volte para o nosso aplicativo! Venha ver nossa nova espada virtual".

De fato, longe de ser útil, muitas (leia-se, a maioria) das notificações acabam sendo danosas, nos viciando na nossa própria dopamina e nos afastando dos momentos da vida que estão passando por nós.

Há um mundo lá fora onde as notificações nos ajudam a viver melhor, mas ele ainda não chegou de verdade. Mas isso começa a mudar com o Apple Watch e o seu revolucionário "motor táptico". Caso você não saiba o que é isso, é a função do Apple Watch que te dá um toque no pulso quando uma notificação chega.

Apesar do nome técnico, o motor táptico é o diferencial do Apple Watch. Sem ele, o Watch é só uma bijuteria digital estilosa, mas com ele, é muito, muito mais.

A Revolução do Motor Táptico



Já que se usa o Apple Watch no corpo ao invés de carregá-lo no bolso, a conexão que o motor cria entre a sua mente e a informação das notificações é muito mais íntima e direta: ao invés de uma vibração no seu bolso ou um alerta sonoro para te distrair, seu aviso é um toque de leve no pulso.

Paremos para pensar: Um dispositivo no seu pulso está usando uma gama enorme de bancos de dados online e o seu sentido de tato para notificá-lo em tempo real de coisas que você talvez não fosse perceber sem ele.

O Apple Watch é capaz de analisar os dados do relógio e do acelerômetro para te dizer se você já está sentado há muito tempo. Com uma mãozinha de outros wearables como o Spire ou o Lumo Lift, ele consegue dizer se o seu padrão respiratório indicam sinais de estresse ou se a sua postura está ruim.

Algumas dessas informações te ajudam a viver melhor, claro, mas outras podem ser casos de vida ou morte. Se você é diabético, por exemplo, você pode usar o Apple Watch com um monitor de glicose e ser notificado de alguma variação indesejada na sua glicemia ao longo do dia.

Imagine que você acabou de se mudar para Kansas City e está na hora do almoço. Enquanto você anda, o Apple Watch te avisa que há um restaurante próximo famoso pelos pratos de costela. Após uma excelente refeição, você recebe outro aviso, dizendo que seu bom amigo fulano está tomando café na rua de baixo. Você dá um comando para o relógio e o relógio dele avisa que você está por perto.

Enquanto vocês conversam, o aplicativo Dark Sky avisa que logo deve cair uma tempestade e, enquanto você pensa se deve entrar ou não, uma urgente combinação de toques simboliza um recado do Serviço Nacional de Meteorologia. Ao girar seu pulso e olhar para baixo, o relógio informa que um aviso de tornado está valendo pelas próximas duas horas.

Deu para pegar o espírito.

O lado ruim, mencionado tanto por Farhad Manjoo do New York Times e Steven Levy do BackChannel, é que o Apple Watch abre as comportas para uma enxurrada de toques que demandam mais ainda a sua atenção já sobrecarregada.

Mas com alguns ajustes bem pensados, é possível programar o seu jovem sexto sentido para transmitir informações úteis ao invés de distrações irrelevantes: seu táxi está chegando; seu batimento cardíaco está muito rápido; seus padrões respiratórios indicam ansiedade; você deveria fazer uma pausa e respirar devagar e profundamente.

Do Apple Watch ao Homo Sapiens 2.0



Apesar da estrada para o futuro da humanidade ser incerta e cheia de buracos, podemos tirar uma conclusão: Se conseguirmos passar as próximas décadas sem explodir tudo, a nossa espécie estará pronta para evoluir.

Alguns futurólogos acreditam que essa evolução virá na forma de uma inteligência artificial inteligente. Já eu acredito que a nossa tecnologia vai continuar a se unir à nossa biologia, e a próxima geração de seres humanos será uma união profundamente integrada de homem e máquina.

Ao longo desse caminho, muitas coisas incríveis vão ter que acontecer primeiro, mas já existem algumas virando realidade agora mesmo. Eventualmente, nossas mentes e corpos estarão banhados de hardware e software que nos conectarão mais ainda com o mundo digital.

Quando isso acontecer, o Apple Watch e os seus revolucionários toques no pulso serão coisa de museu, assim como os computadores gigantes de Alan Turing são hoje.

Mas, quando eles olharem para o passado e falarem sobre como chegamos onde chegamos, o Apple Watch e todos os seus aplicativos e tecnologias acessórias serão considerados um importante primeiro passo.

Como o próprio Watch demonstra, um sexto sentido digital e inato para os seres humanos é apenas uma questão de tempo.

Fonte: TechCrunch
Imagens: TechCrunch, National Hellenic Museum, Navegadores TI, The IndependentTrusted Reviews That'sReallyPossible,

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Até Os Cientistas Precisam de Férias às Vezes - Quarta Científica #19


Na categoria de manchetes estúpidas, "Vida Alienígena Não É Encontrada em Cometa" concorre ao primeiro lugar. Um artigo com esse título foi publicado no jornal The Guardian em 6 de Julho em resposta a outra matéria que alegou a possibilidade de haver vida no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Só que simplesmente não existem evidências suficientes para sustentar essa teoria. A chance da vida se desenvolver em um pedaço de rocha congelado sem luz do sol ou oxigênio é microscopicamente pequena.

A proposta foi feita no Encontro Nacional de Astronomia em Llandudno, País de Gales, bem como em uma coletiva de imprensa feita antes da conferência. Me pediram para dar opinar sobre a coletiva e eu disse que achava a ideia "altamente improvável". Apesar disso, a história foi recolhida pela mídia e, como era de se esperar, criou um frisson nas mídias sociais.

Óbvio que já tem havido muito interesse nos relatórios sobre o cometa, que é o destino da missão Rosetta da Agência Espacial Européia. Outras descobertas sobre ele foram publicadas em revistas especializadas e várias imagens incríveis da superfície foram colocadas em websites e jornais pelo mundo afora.

Mas em toda essa cobertura, nunca houve um suspiro de uma sombra de um rumor que o cometa, no momento viajando na direção do Sol (e se aproximando da Terra), pode conter vida extraterrestre.

Bases Duvidosas


E qual é a história por trás dessa manchete? Ela vem de uma interpretação das texturas na superfície do 67P, discutindo sua possível produção por micro-organismos. Na verdade, o título da coletiva era "Micro-organismos explicam as marcas na superfície dos cometas?" E na minha opinião, a resposta é um curto e grosso "não".

Os astrobiólogos Max Wailis da Universidade de Cardiff e Chandra Wickramasinghe da Universidade de Buckingham, que escreveram o artigo, propõem que o ambiente de um cometa pode sustentar vida microbiana.

Argumentam eles que alguns micro-organismos terrestres podem sobreviver em temperaturas de até -40ºC (embora a maioria dos estudos a respeito diga que o limite é -20ºC). E já que a temperatura do cometa deve ter aumentado agora que ele está mais próximo do Sol, poderia haver atividade de microorganismos. Além disso, os autores argumentam que a presença de gelo de água e compostos orgânicos na superfície do cometa, bem como rachaduras e fissuras onde as bactérias poderiam se instalar, tudo isso indica que a vida poderia estar presente.

De fato, não é completamente impossível. A ausência de luz e de atmosfera não eliminam a possibilidade de organismos vivos existirem em um cometa. Uma quantidade enorme de fauna domina as profundezas dos oceanos da Terra, assim como bactérias e micro-organismos podem sobreviver a temperaturas baixas e até podem ser viáveis para uso após serem congelados.

O que mais me incomoda sobre esse argumento é que há vários processos não-biológicos que criam compostos orgânicos: moléculas orgânicas, as precursoras da vida, não precisam ser bióticas (ou seja, criadas por organismos vivos). Outra coisa, a fotossíntese não é possível, já que não há luz presente. Que reações químicas capazes de manter um ecossistema estariam acontecendo lá? Eu não garanto nenhuma.

Posto tudo isso de lado e aceito que micróbios poderiam sobreviver no cometa em um certo estado de hibernação, ainda há uma grande pergunta a responder: de onde eles vieram? Esse é o meu maior problema com a versão da panspermia (Teoria que defende que a vida na Terra teria se originado de material orgânico vindo do espaço) proposta pelos autores.

A origem da vida na Terra não é compreendida totalmente, mas nós estamos fazendo um bom progresso no sentido de decifrar os mecanismos que compõem cada estágio do processo. Enfiar esses mecanismos em um ambiente desconhecido e sugerir que a vida na Terra foi semeada por micróbios em cometas não resolve nada. Só coloca o problema ainda mais longe e o torna ainda mais difícil de estudar.

É porque está quente? A gente já está com tanta preguiça assim por causa da onda de calor dos últimos dias? Já que não temos nada melhor para fazer, vamos calcular as chances de encontrar vida alienígena no espaço. O que será que a Curiosity anda fazendo em Marte?

Fonte: IFScience

terça-feira, 7 de julho de 2015

Príncipe Encantado Pode Deixar De Ser Só Um Rostinho Bonito - Terça no Cinema #20


A Disney tem tido um sucesso estrondoso em suas recentes adaptações de contos de fada para filmes live-action, e tudo indica que eles vão continuar firme nesse caminho. Sabemos disso porque eles acabaram de receber uma proposta de roteiro chamada Príncipe Encantado.

O The Hollywood Reporter fez o furo dessa nova informação, dizendo que o roteiro foi escrito por Matt Fogel, que até então só trabalhou no roteiro de Vovó Zona 3: Tal Pai, Tal Filho. Ao invés de se focar no Príncipe Encantado original, o par romântico de Cinderela, o novo filme parece colocar outra luz sobre os contos de fadas e explorar mais conceito do personagem "Príncipe Encantado".

A Disney vem produzindo vários novos filmes em live-action baseados na sua lendária seleção de contos de fadas animados - como Pinóquio, A Bela e a Fera e Mulan, mas Príncipe Encantado parece cair em outra categoria inaugurada pelo estúdio: spin-offs de contos de fada. Malévola acabou sendo um sucesso tão grande que garantiu a produção de Malévola 2, e a Disney também está trabalhando em um spin-off de Peter Pan centrado na personagem Tinkerbell (cujo papel cabe a Reese Witherspoon).

Como diz o registro da compra do roteiro, há vários caminhos que esse projeto pode tomar, já que houve vários "Príncipes Encantados" ao longo dos anos - em Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida etc. Alias, é válido imaginar se esse filme vai se focar em um Príncipe ou vários. Dá para imaginar a história sendo um único cara que pega todas as princesas famosas, mas também pode muito bem ser uma história com vários protagonistas e vários contos de fada cruzando um com o outro.

Como roteirista, Matt Fogel é uma leve incógnita devido à sua falta de experiência, mas ele tem seus contatos no mercado. A saber, ele trabalhou como assistente de Phil Lord e Chris Miller durante a produção de Tá Chovendo Hambúrguer em 2009, além de contribuir para o mais recente rascunho de Bob: O Musical (um filme que pode acabar estrelando Tom Cruise e sendo dirigido por Michel Hazanavicius, de O Artista. Entretanto, é bem possível que as habilidades de escrita de Fogel sejam irrelevantes, já que a Disney pode acabar escolhendo alguém para reescrever o roteiro, já que são donos dele agora.

Com a Disney se dedicando tanto a contos de fada, é provável que Principe Encantado tenha uma produção bem rápida, e nós estaremos acompanhando seu progresso. Com sorte, continuará sendo uma ideia tão interessante quanto parece agora.

Fonte: CinemaBlend

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quem Não Tomar Cuidado Pode Acabar Colocando Fé No Futuro - Tecno-Segunda #21

[Hoje eu estava sem imaginação para o título da postagem. Os que se sentirem lesados podem requerer formalmente uma reparação dos danos causados pelo título "nhé"]


Um cientista liga um interruptor. Como mágica, a imagem pequena e delicada de uma fada aparece, suspensa no ar. O cientista, então, estica a mão e toca na figura flutuante. A textura é áspera, como lixa. Apesar de parecer um trecho de um livro de ficção científica, é a mais pura realidade para Yoichi Ochiai e os outros pesquisadores do Digital Nature Group.

A equipe vem usando uma pilha de lasers, lentes e espelhos para criar hologramas suspensos no ar que humanos possam tocar. Essa tecnologia significa que os hologramas podem sair das superfícies bidimensionais e entrar na expansão ilimitada do mundo em três dimensões. E já que os hologramas podem ser tocados, eles se tornam interativos: ao tocar um coração holográfico, ele se quebra. Ao tocar em uma caixa de seleção, um tique aparece nela.

Esses hologramas são criados usando um laser que atira feixes de luz ultra-curtos, na faixa de femtosegundo, ou um quadrilionésimo de segundo (curto mesmo, hein?). O laser se concentra em uma região de moléculas de ar, dando a elas energia suficiente para que se ionizem (liberem um elétron) e emitam luz. Essa mistura concentrada de partículas positivas e negativas se chama plasma. Quando a pele humana entra em contato com o plasma, ela sente o holograma pelas vibrações das moléculas energéticas. Ochiai, o investigador-chefe, diz que a sensação é parecida com passar o dedo em uma lixa, já os outros participantes afirmaram que parece um choque de eletricidade estática.

O holograma pode ser programado para mudar quando manipulado. Os toques são registrados através de uma câmera posicionada embaixo do holograma. Essa câmera envia as informações de volta a um computador, que processa as mudanças na imagem.

Se você está se perguntando por que os pesquisadores usam pulsos de luz tão estapafurdiamente rápidos, trata-se de uma medida de segurança. Hologramas já foram feitos com essa técnica antes, com pulsos de luz mais longos, durando nano-segundos. O problema é que esses pulsos não tem uma resolução muito boa, e os lasers queimam a pele humana.

Já que a velocidade dos pulsos de laser tem que ser tão alta, as imagens que eles criam só conseguem ter 1 cm³ de tamanho, mas uma vez que elas são criadas através de reflexos, a equipe acredita que é possível aumentar a escala da tecnologia no futuro.

Veja alguns dos incríveis usos dessa tecnologia no vídeo abaixo:


Fonte: IFLScience

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Dia de Apreciação à Tailândia - Receitas de Sexta #15


Arroz com Chalota e Manjericão




1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
2 chalotas picadas
1/2 xícara de manjericão picado
3 dentes de alho picados
1 cebolinha picada
1 xícara de arroz branco grão longo
2 xícaras de água
2 tabletes de caldo de galinha
1/4 de colher de chá de pimenta vermelha em flocos (opcional)
1 colher de chá de coco em flocos (opcional)

- Em fogo médio, misture o azeite e a manteiga.
- Adicione as chalotas e o manjericão, deixando cozinhar até as chalotas amolecerem.
- Junte o alho e a cebolinha, deixe cozinhar por mais alguns minutos.
- Adicione o arroz cru e misture bem com os temperos. Deixe cozinhar por 3 minutos sem mexer.
- Misture a água com o caldo de galinha até dissolver e adicione ao arroz. Deixe ferver.
- Se estiver usando, adicione a pimenta e o coco.
- Cubra a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 15 a 20 minutos, até o arroz absorver o líquido e ficar na textura desejada.


Frango Tailandês




2 1/2 colheres de sopa de gengibre ralado
2 colheres de sopa de alho picado
1/8 de colher de sopa de pimenta vermelha em flocos
4 pedaços de peito de frango batido fino
1/2 xícara de farinha
sal, pimenta e farinha a gosto
2 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de molho de soja
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de vinagre de vinho branco
1 colher de sopa de molho de peixe ou pasta de anchova (opcional)
1 xícara de vagem de ervilha

- Misture o gengibre, o alho e a pimenta e reserve.
- Misture a farinha com o sal e a pimenta e empane o frango.
- Aqueça o azeite em uma frigideira grande.
- Frite o frango até dourar dos dois lados e estar bem cozido.
- Retire o frango e deixe no forno em fogo baixo para manter aquecido.
- Adicione a mistura de gengibre, alho e pimenta à frigideira e frite até estar levemente dourada.
- Junte o molho de soja, o açúcar mascavo, o vinagre e o molho de peixe.
- Deixe a mistura ferver, depois abaixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo com frequência até o molho reduzir e engrossar.
- Cubra o frango com o molho e, logo antes de servir, pique as vagens e decore o frango com os pedaços.


Pudim de Coco




2 ovos
1/2 colher de sopa de farinha
1/2 colher de chá de essência de baunilha ou essência de rosa
1/4 de xícara de coco fresco ralado (opcional)
5 colheres de sopa de açúcar mascavo
1/2 xícara de leite de coco
Folhas de menta e açúcar de confeiteiro para decorar
Frutas frescas cortadas em cubos ou fatias
Manteiga para untar.

- Unte uma forma ou 3 ramekins individuais.
- Aqueça o forno a 260ºC.
- Bata os ovos e o açúcar até firmar.
- Adicione a essência e o leite de coco. Bata de novo.
- Adicione o coco ralado e misture bem.
- Despeje no recipiente escolhido e coloque-o em uma assadeira com água.
- Leve ao forno por 35 minutos, ou até o topo estar dourado e, ao espetar um palito, ele sair limpo.
- Deixe esfriar e sirva em um prato ou nos próprios ramekins com qualquer fruta, polvilhado com açúcar e decorado com a menta.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Tudo Se Resume Ao Princípio Da Injeção Na Testa - Quinta Jogando #19



A Nintendo fez algo que a maioria das pessoas fariam piquetes em protesto, se fosse qualquer outra empresa. É o tipo de coisa que nos faz rilhar os dentes e reclamar da audácia dos desenvolvedores e distribuidores. Eu estou falando, é claro, de DLC presente no disco. Alguns jogadores mineraram os dados de Splatoon e descobriram um tesouro de mapas, armas e modos de jogo que ainda não estão disponíveis, mas já estão no disco com todo ou quase todo seu código pronto. E ninguém saiu xingando muito no Twitter.

Parece estranho à primeira vista, ainda mais porque Splatoon tinha bem pouco conteúdo no lançamento. Havia só um modo de jogo para partidas ranqueadas - o Splat Zones, só quatro mapas estavam disponíveis e, apesar da quantidade decente de armas, elas tinham que ser desbloqueadas ganhando níveis no multiplayer. Tudo apontava para uma situação em que as pessoas ficariam possessas quando os conteúdos dos discos fossem revelados. Mas isso não aconteceu, e eis o porquê:

Uma das razões é que uma parte do conteúdo de Splatoon é um alicerce. Nem todos os mapas e modos de jogo estão 100% prontos. Há dados lá dentro, em algum estado, mas aqueles que investigaram os arquivos puderam ver que nem tudo está em condição de ser usado no jogo.

E mais, o conteúdo que está sendo entregue é gratuito. A Nintendo não está pedindo mais dinheiro por esses bônus. Os mapas, armas e modos são por conta da casa. Não ter todo o jogo disponível de imediato se torna bem mais tolerável quando se sabe que as peças que faltam não vão te custar nada.


E eu acredito que a última razão pela qual todo mundo está de boa com os bônus de Splatoon é que eles saem com regularidade. Nós não estamos esperando semanas ou meses a fio pelas updates. Alguma coisa nova aparece toda semana no jogo, o que traz o público de volta. O planejamento está perfeito.

Então, sim, o que aconteceu com Splatoon pode ser chamado de "levemente escuso", ainda mais sabendo que alguns itens estão lá, prontos para serem instalados e jogados. Mas existe conforto em saber que a Nintendo está fazendo isso direito. Eles não estão cobrando a mais ou nos fazendo esperar muito, e estão até segurando coisas que não estão completamente prontas. Se algum jogo tiver DLC no disco, que seja desse jeito.

Fonte: CheatCC

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Anunciados Testes Para Sangue Cultivado Artificialmente. Comunidade Vampira Festeja - Quarta Científica #18



Muito embora tenha havido um aumento no número de doações desde a última década, ainda há falta de sangue limpo para salvar vidas. Portanto, se um número maior de doadores não está dando conta, os cientistas precisam de uma nova solução para atender a demanda. Uma das possibilidades em investigação é o uso de substitutos sintéticos de sangue, que poderiam, se desenvolvidos com sucesso, ser doados a qualquer paciente que precisasse, independente do tipo sanguíneo.

Outra solução menos artificial seria cultivar estoques de células vermelhas humanas em laboratório, e um veredito sobre essa possibilidade deve ser declarado em alguns anos, já que o primeiro teste clínico acaba de ser anunciado.

De acordo com o Serviço de Saúde Nacional (NHS) do Reino Unido, o teste vai ocorrer até 2017 e consistirá na transfusão de pequenas quantidades, só algumas colheres, de sangue cultivado em laboratório em um grupo de voluntários, ao mesmo tempo que outro grupo recebe sangue doado, como controle. Esse teste deve dizer aos pesquisadores como as células sobrevivem em recipientes e se elas podem causar reações adversas no corpo. Os cientistas têm fé na eficácia do processo, já que um estúdio realizado alguns anos atrás demonstrou que células assim conseguem se comportar como originais do hospedeiro humano, diz o New Scientist.

Apesar dos detalhes da técnica que os cientistas da NHS pretendem usar não estarem claros ainda, foi reportado que eles pretendem começar com células-tronco extraídas da medula óssea de doadores adultos para depois estimulá-las a virar células vermelhas. Obtendo esse sucesso, o próximo passo seria investigar outro método que partiria do mesmo lugar, as células tronco hematopoiéticas, só que extraídas de cordões umbilicais doados.

Pesquisas anteriores demonstraram que ambas as fontes podem ser usadas para criar hemácias funcionais em laboratório, o problema até então tem sido a escala de produção. No momento, os pesquisadores empreendem um esforço enorme para cultivar algumas colheres de chá de sangue, muito pouco para uma transfusão. Entretanto, como menciona o The Independent, essa quantidade pode ser suficiente para tratar indivídus com certas doenças sanguíneas como a anemia falciforme, que é o objetivo principal da NHS.

"A intenção não é substituir a doação de sangue, e sim criar tratamentos especializados para grupos específicos de pacientes," diz o Dr. Nick Watkins, Diretor Assistente de Pesquisa e Desenvolvimento da Divisão de Sangue e Transplantes da NHS.

Fonte: IFLScience