sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Especial Dia de Los Muertos - Receitas de Sexta #28


Guacamole


5 abacates grandes
Suco de 2 limões
1 cebola branca média
3/4 de xícara de coentro picado
1 tomate grande cortado em cubos
sal
Pimenta jalapeño picada a gosto (opcional)

- Corte os abacates ao meio, descarte a semente e raspe a casca com uma colher.
- Adicione, imediatamente, o suco de um limão para impedir que o abacate perca a cor. Amasse com um garfo até a consistência desejada.
- Adicione a cebola, o tomate e o coentro. Misture gentilmente.
- Adicione o suco do outro limão e sal a gosto. Mexa gentilmente, só até incorporar.
- Adicione a jalapeño.
- Sirva com tortillas (para nós brasileiros, Doritos).

Huevos Rancheros


2 colheres de sopa de azeite
1/2 xícara de cebola picada
1 pimentão verde picado
1 tomate, descascado e picado
1 dente de alho picado
1 pimenta jalapeño picada (opcional)
1 colher de chá de orégano
1/2 colher de chá de molho de pimenta
250g de molho de tomate
1/2 xícara de água
6 ovos

- Aqueça o azeite em uma frigideira grande.
- Adicione a cebola e o pimentão, cozinhe até ficarem macios.
- Adicione o tomate, o alho, a jalapeño, o orégano, o sal, o molho de pimenta, o molho de tomate e a água.
- Cubra e deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos.
- Quebre os ovos, um a um, e despeje-os gentilmente no molho.
- Cubra novamente e deixe cozinhar até os ovos ficarem firmes, cerca de 5 minutos.
- Sirva com tortillas/Doritos ou queques, cobertos com um pouco de molho.

Calaveras de Dulce


1 clara de ovo
3/4 de xícaras de água
1/4 de xícara de xarope de milho claro
 xícaras de açúcar de confeiteiro
2 xícaras de amido de milho
Extrato de baunilha, de anisete ou de canela
Corante alimentício
Bolinhas de chocolate crocantes para os olhos (opcional)

- Bata a clara de ovo com a água até formar espuma.
- Adicione o extrato de sua escolha e o xarope de milho.
- Adicione o açúcar de confeiteiro.
- Sove a massa com as mãos para incorporar.
- Polvilhe 1 xícara de amido de milho em uma superfície lisa para amassar a pasta de açúcar até ficar lisa.
- Molde uma bola, enrole bem em papel-filme e leve à geladeira por algumas horas.
- Separe um pouco da pasta para colorir e usar como decoração.
- Com o restante, você deve ter o suficiente para fazer em torno de 8 caveiras (ou mais, se quiser fazê-las menores).
- Divida a massa na quantidade/tamanho desejados e comece a moldar as caveiras. Use um palito de churrasco para desenhar as feições (Dentes, olhos, nariz, etc).
- Se a massa começar a ficar muito grudenta, adicione mais amido de milho.
- Adicione os corantes (e os extratos) à pasta reservada.
- Para decorar, molde a pasta colorida manualmente ou misture um pouco d'água para fazer um glacê.
- Para seguir a tradição, as caveiras devem ser decoradas com um visual alegre, não assustador.
- Finalize, se quiser, colocando as bolinhas de chocolate nas órbitas dos olhos.
- Guarde em geladeira até o momento de servir.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Bethesda O Que É De Bethesda - Quinta Jogando #33



Apesar do enorme clamor entre os gamers contra a cultura de se comprar videogames antes do lançamento, eu decidi pré-comprar Fallout 4, e deixem-me explicar o porquê.

Ao longo dos últimos anos, os gamers têm falado muito contra jogos em pré-venda, e por bons motivos. Depois de vários lançamentos malfeitos ano passado, como Halo: The Master Chief Collection e Assassin's Creed Unity, os gamers estão compreensivelmente preocupados com produtores lançando produtos de baixa qualidade, já tendo as pré-vendas gerado uma grande quantidade de lucro.

Para grande parte da indústria dos games, as pré-vendas saíram do controle, e eu concordo que os jogadores devam evitar pré-comprar a maioria dos jogos. A menos que falemos com nossas carteiras, os produtores não vão mudar seu jeito de agir. Entretanto, eu tenho que admitir que mesmo com as minhas convicções contra as pré-vendas, eu comprei Fallout 4. Com as melhores intenções, eu juro.

A razão pela qual eu escolhi pré-comprar Fallout 4 é que eu quero que os produtores saibam que, na minha opinião, a Bethesda está fazendo a coisa certa. Claro, existe a chance de Fallout 4 estar quebrado no lançamento, cheio de bugs e outros problemas. Se esse for o caso, com certeza minha opinião vai mudar, mas até agora, eu estou confortável com a minha escolha.

Do meu ponto de vista, a Bethesda tomou nota das más decisões tomadas por outras empresas, e está se esforçando para dar aos fãs de Fallout uma experiência de pré-compra relevante.


A parte mais importante de uma experiência de pré-compra positiva é ter um jogo completo que valha a pena se comprar. Pode parecer ridiculamente óbvio, mas no ambiente de hoje em dia, parece que muitos produtores esqueceram desse critério. Acho eu que a Bethesda já resolveu esse problema com Fallout 4, que supostamente já tem mais de 400 horas de conteúdo desde o lançamento.

O segundo aspecto mais importante de uma experiência de pré-compra são os benefícios dados aos gamers que deram seu dinheiro antecipadamente. E, de novo, a Bethesda acertou nisso. Os benefícios da pré-venda incluem um Pip-Boy funcional para quem comprou a Pip-Boy Edition, meias temáticas da Best Buy e uma camiseta da Grande Guerra da Bethesda Store. Enquanto isso, quem comprar Fallout 4 na Xbox Store no Xbox One ganha uma cópia digital gratuita de Fallout 3 para o Xbox 360.

Deu para perceber algo de estranho nessa lista? Eu estou vendo uma empresa dando coisas a mais para quem comprar o jogo antecipadamente. Outros produtores parecem estar seguindo por outro caminho, o de arrancar conteúdo do jogo original para pendurar na frente dos jogadores feito uma cenoura. Felizmente, a Bethesda decidiu evitar esse caminho e está fazendo a pré-compra valer a pena para os consumidores.

Nesse último tópico, dos produtores retirarem conteúdo e usarem como isca de pré-venda, eu acho que esse é um destino muito pior do que simplesmente entregar jogos incompletos. A verdade é que as pré-vendas são lucrativas para os produtores, então eles vão continuar estimulando os gamers a pré-comprarem seus jogos. Para isso, eles vão continuar oferecendo mais brindes e de melhor qualidade para atrair os jogadores a abrirem as carteiras semanas ou meses antes do lançamento. O problema é que, ao invés de criar um monte de conteúdo extra para adicionar, eles vão continuar retirando partes do jogo completo para fazer daquilo o incentivo. E para piorar, se os gamers conseguirem fazer uns aos outros pararem de pré-comprar, os produtores simplesmente vão aumentar a quantidade de conteúdo removido e convertido em bônus de pré-venda, o que vai fazer muitos gamers acharem que estão ganhando mais pela pré-compra, e lá vão eles gastar dinheiro antes do lançamento de novo. O único jeito de parar com essa estratégia é aderir de corpo e alma à mentalidade de não pré-comprar.


Por que, então, eu defenderia pré-comprar Fallout 4, se a prática como um todo é tão ruim? Bom, porque a Bethesda não está seguindo esse caminho ruim, e optou por oferecer uma experiência de valor. Para mim, pré-compras devem ser vistas caso a caso. Se eu achar que vale a pena, eu compro. Se não, eu espero o lançamento. Para a maioria dos games, a resposta é esperar. No caso de Fallout 4, a oferta de pré-venda me parece satisfatória, e eu fico feliz em recomendá-la a qualquer um que esteja interessado no jogo.

Os produtores vão continuar a estimular a pré-compra e os gamers vão continuar pré-comprando jogos pelos quais eles se interessam. Então, ao invés de simplesmente clamar por um fim total das pré-vendas, eu decidi apoiar as práticas que eu considerar positivas e evitar as que eu considerar inúteis ou muito favoráveis ao produtor. Então, sim, eu comprei Fallout 4 na pré-venda, e mesmo assim vou dormir como um bebê hoje à noite.

Fonte: Gamerant
Imagens: Gamerant, Dualshockers

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Mary Poppins Já Dizia - Quarta Científica #33



Poder direcionar os medicamentos de uma quimioterapia para atacar células cancerosas - e somente as cancerosas - tem sido um objetivo dos pesquisadores médicos há muito tempo. Será, então, que a recente descoberta  de uma proteína da malária que parece atacar um tumor e não as células saudáveis um avanço significativo na corrida armamentista contra o câncer.

A ideia de atacar células cancerosas com proteínas carregando uma dose de medicamentos tóxicos com certeza não é de hoje. Na verdade, vários desses "complexos farmaco-proteicos" já foram aprovados pela Administração de Alimentos e Drogas (FDA) dos Estados Unidos desde 2011. Talvez a diferença mais importante entre essa última descoberta e os complexos já disponíveis seja o seu alvo: uma molécula de açúcar complexa encontrada principalmente em células cancerosas e na placenta de uma mulher grávida, e que é quase inexistente em células normais.


O Útil Parasita da Malária


A origem da proteína que se liga a esses açúcares, o parasita da malária, no caso, talvez gere repercussão, mas a sua origem é quase que inteiramente irrelevante. O que vai definir seu futuro como um mecanismo de administração de medicamentos é a habilidade da proteína de distinguir entre células cancerosas e saudáveis.

O objetivo supremo da pesquisa farmacológica contra o câncer sempre foi a capacidade de discernir tecido saudável de tumores. Essa capacidade em um medicamento minimizaria os tóxicos efeitos colaterais associados à quimioterapia tradicional, e permitiria o uso de dosagens mais altas para destruir o tumor mais rapidamente.

As proteínas podem ser usadas para mirar em um alvo na superfície das células cancerosas e jogar uma bomba de medicamento dentro delas. Isso requer um alvo na superfície das células dos tumores que não esteja presente em tecido normal. Os cientistas vêm procurando por esses alvos já há muitos anos, e vários tratamentos supostamente precisos foram desenvolvidos, com vários níveis de sucesso.

A noção de que um desses alvos possa ser encontrado em placentas, como ocorre com essa última descoberta, pode parecer ser meio bizarra a princípio. No entanto, os pesquisadores já há muitos anos acreditam que os segredos relacionados ao início e a progressão do câncer podem estar na capacidade do feto de se desenvolver a partir de um aglomerado de células pré-embrionárias e nas mudanças que ocorrem na placenta durante o desenvolvimento do bebê no útero.

A compreensão de alguns desses processos naturais de desenvolvimento pode levar a uma descoberta revolucionária na pesquisa do câncer, como a que foi relatada por esses pesquisadores. Neste caso, descobriu-se que a proteína encontrada na superfície do parasita da malária é capaz de se ligar a alvos na placenta. Isso permite que o parasita se associe com a placenta, o que pode gerar uma complicação comum da infecção por malária na gravidez. Mas a descoberta seguinte, a de que ela também se liga a alvos de açúcar específicos na superfície das células cancerosas, foi aproveitada pelos cientistas.

Açúcar Carrega Informações Importantes


Apesar de serem amplamente ignorados pela comunidade científica, ao longo de muitos anos, os açúcares complexos estão ganhando notoriedade rapidamente como algumas das moléculas mais importantes na superfície das células normais e cancerosas. De várias formas, a informação carregada pelos açúcares é muito mais complexa do que a presente no seu DNA. E talvez a descoberta mais importante nessa nova pesquisa seja o próprio alvo.

Tentativas anteriores de usar açúcares complexos como alvos para tratamento de cânceres mostraram resultados promissores, mas a maioria deles foram usados na pesquisa de vacinas contra o câncer. Portanto, a identificação de proteínas que podem buscar açúcares exclusivos às superfícies de células cancerosas pode ser um grande avanço na nossa capacidade de mirar tumores com complexos farmaco-proteicos.

Será, então, que esse novo sistema de administração de fármacos "com mira de proteína" vai realmente administrar medicamentos diretamente nos tumores humanos e minimizar o risco de danos ao tecido saudável do paciente? Os resultados de um experimento com camundongos sugerem que sim. Infelizmente, experimentos com animais nem sempre se tornam tratamentos eficazes para pacientes humanos, e nós devemos ser cuidadosos ao interpretar esse tipo de descoberta. O número de estruturas de açúcar diferentes na superfície de células normais e cancerosas também é enorme, e pequenas diferenças podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso como um alvo específico a cânceres. Uma mudança relativamente insignificante na estrutura dos açúcares entre as cobaias não-humanas e os pacientes poderia facilmente fazer com que o complexo farmaco-proteico atingisse células normais além das cancerosas, o que causaria danos significativos aos pacientes.

Apesar dos resultados desse estudo serem empolgantes, ainda vai demorar muito para podermos determinar toda a sua influência no campo do tratamento localizado de câncer. Os cientistas e os pacientes certamente vão observar com grande interesse conforme esses complexos avancem para testes clínicos.

Fonte: IFLScience

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fan-arts Não Irão Faltar - Terça no Cinema #35


Alguns meses atrás, uma pequena controvérsia surgiu quando a página oficial de Star Wars no Facebook postou uma imagem da Capitã Phasma (Gwendoline Christie), e algum infeliz inevitavelmente apareceu, perguntando como diabos deveríamos saber que há uma mulher debaixo da armadura. Sendo justos com o cara (que deveria saber que não se inicia um comentário com "não sou sexista, mas..."), a grande parte da mídia martela a noção de que, para algo ser chamado de feminino, ele tem que ser sexual. Pode haver armadura, desde que ela acentue os peitos, as pernas e os glúteos.

E, digno de eterna exaltação, o administrador da página respondeu "É uma armadura. Com uma mulher dentro. Não precisa ser feminina."

Christie espera, com Phasma, mudar o pensamento dos espectadores sobre mulheres fortes, e em uma entevista recente com a Entertainment Weekly, ela falou um pouco sobre sua misteriosa personagem. Sem mencionar as farpas virtuais de alguns meses antes, Christie comentou como o figurino desafia toda a noção de como personagens mulheres devem se vestir.

"Sabemos muito pouco dela nesse momento, mas, na minha opinião, o que atrai as pessoas é que ela é uma personagem feminina muito progressiva," disse a atriz. "Nós vemos a Capitã Phasma, vemos a roupa dos pés à cabeça, e sabemos que é uma mulher. Mas, na nossa mídia de hoje, estamos acostumados a conectar personagens femininas com sua aparência e caracterização."

Apesar de eu discordar que "dá para saber" que um personagem é mulher pela roupa (uma parte da grande surpresa ao final de Metroid foi descobrir que Samus era uma mulher, de novo, desafiando os designs tradicionais), a atriz de Game of Thrones levanta uma bandeira importante ao dizer que, com Phasma, "estamos nos conectando de verdade com uma personagem mulher enquanto um ser humano."

Com sorte, ela não vai ter dito isso da boca para fora, e embora Phasma, em particular, mereça a alcunha de "misteriosa", o elenco inteiro ainda é um grande mistério. Nós sabemos o mesmo tanto sobre a Capitã Phasma quando sobre Poe Dameron (Oscar Isaac) ou o General Hux (Domhnall Gleeson). Será que a personagem vai ser como Boba Fett, ou será que veremos o rosto dela? Quais são suas motivações? Ou será que ela só está ali para deixar tudo mais maneiro? Seria um triunfo para a igualdade de gênero, mas um fracasso para a boa criação de personagens. Tomara que acabemos torcendo por Phasma não só por ela ser uma personagem mulher progressiva, mas também por ela ser memorável por esforço próprio.

Fonte: Collider

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Delícias Mórbidas Para o Dia das Bruxas - Receitas de Sexta #27

Cobra-Calzone


Massa

1 colher de sopa de açúcar
1 xícara de água morna
7 gramas de fermento
2 colheres de sopa de azeite
1 1/2 colher de chá de sal
3 xícaras de farinha de trigo

Recheio

1 xícara de ricota
2 xícaras de muzzarela ralada
1/4 de xícara de parmesão ralado
150g de calabresa fatiada
1 colher de sopa de salsinha picada
1/2 colher de sopa de tempero italiano (orégano, manjericão, salsinha, alho em pó, cebola em pó, tomilho e pimenta do reino)
1/2 xícara de azeitonas pretas fatiadas (opcional)
1/2 pimentão verde cortado em tiras (opcional)
1/2 xícara de cogumelos picados (opcional)
1 ovo
1 colher de sopa de água

- Dissolva o açúcar na água morna dentro de uma batedeira com um gancho de massa.
- Adicione o fermento e deixe repousar até começar a fermentar. Adicione o azeite, o sal e duas xícaras de farinha.
- Bata em baixa velocidade até formar uma massa úmida.
- Com a batedeira ligada, adicione o restante da farinha, 1/4 de xícara por vez.
- Deixe bater até a massa desgrudar das bordas da bacia e virar uma bola.
- Bata por mais alguns minutos, atée a massa ficar macia e elástica.
- Unte uma bacia levemente, coloque a bola de massa dentro, e vire-a para que fique toda untada. Cubra com um pano e deixe crescer em um lugar morno até que ela dobre de volume.
- Misture a ricota, a muzzarela, o parmesão, a calabresa, o tempero italiano, as azeitonas, o pimentão e os cogumelos e reserve.
- Aqueça o forno a 190ºC
- Forre uma forma com papel-manteiga.
- Abra a massa em uma folha comprida retangular. Espalhe o recheio pela superfície, deixando dois centímetros  limpos em todas as bordas para selar.
- Puxe as duas bordas mais compridas da massa sobre o recheio e sele-as juntas, depois dobre as duas bordas menores. Se necessário, enrole o calzone para que fique cilíndrico.
- Coloque o calzone sobre o papel-manteiga com a "costura" para baixo, formando um S.
- Bata o ovo com uma colher de sopa de água e pincele sobre o calzone.
- Leve ao forno por entre 30 e 35 minutos, até dourar.
- Deixe esfriar por alguns minutos, fatie e sirva.

Bolo de Carne Assassinado


1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de alho picado
1 cebola picada
1 xícara de salsão picado
2 ovos
900g de carne moída
1 colher de chá de tempero Cajun
1 xícara de croutons
1 azeitona preta sem caroço e cortada ao meio
1 xícara de ketchup

- Derreta a manteiga em uma frigideira sobre fogo médio. Adicione o alho, a cebola e o salsão e cozinhe até a cebola ficar macia e transparente. Reserve e deixe esfriar até ficar morno.
- Aqueça o forno a 175ºC, cubra uma assadeira com papel alumínio e unte com azeite para não grudar
- Adicione os ovos aos vegetais e misture até os ovos ficarem lisos.
- Adicione a mistura de vegetais à carne moída, o tempero Cajun e os croutons. Misture manualmente até ficar homogêneo.
- Molde o bolo de carne na forma de um homenzinho de palito.
- Leve ao forno até a carne no centro perder a cor rosa (por volta de 35 minutos).
- Retire, coloque as metades da azeitona como os olhos e despeje o ketchup sobre o peito.
- Leve de volta ao forno por mais 10 minutos.
- Sirva com uma faca espetada no peito para decorar.

Ratinhos de Chocolate


150g de chocolate meio-amargo
1/3 de xícara de creme azedo
1 1/3 de xícara de biscoito/bolacha de chocolate em farelos
1/3 de xícara de açúcar de confeiteiro
24 confeitos de bolinha para os olhos
1/4 de xícara de amêndoas picadas
12 tiras de 4cm de alcaçuz vermelho

- Derreta o chocolate e misture com o creme azedo. Adicione 1 xícara dos farelos de biscoito/bolacha e leve à geladeira até firmar.
- Molde colheradas de massa em bolinhas e afine uma das pontas para ser o nariz.
- Role a massa no açúcar de confeiteiro (para ratinhos brancos) ou no restante do farelo (para ratinhos pretos).
- Decore com os confeitos (olhos), as amêndoas (orelhas) e o alcaçuz (rabo).
- Leve à geladeira por pelo menos duas horas, para firmar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Todos Merecem Uma Segunda Chance. Quase Todos - Quinta Jogando #32


Assassin's Creed Unity, Batman Arkham Knight no PC e Tony Hawk's Pro Skater 5. O que esses três têm em comum? Todos são exemplos recentes de jogos que estavam tão cheios de bugs e erros que ficaram praticamente injogáveis. Alguns anos atrás, a única moral da história seria "cuidado com o que você compra". Mas, hoje em dia, as coisas ficaram mais complicadas. Com a chegada dos sistemas online para os consoles domésticos (coisa que o PC já tem há mais de uma década), os desenvolvedores se tornaram capazes de mandar correções e atualizações para seus jogos. Ou seja, um jogo que esteja quebrado no lançamento não precisa ficar assim para sempre. E isso acaba criando uma situação bem difícil para quase todo mundo envolvido no processo. Vamos começar com os críticos.

Olha, mãe! Sem o corpo!
O primeiro dever de alguém que, profissionalmente, faz resenhas de jogos é o de dar aos consumidores em potencial um gostinho da experiência, para que eles possam comprar estando bem informados sobre o jogo. O segundo dever é o de dar sua opinião sobre essa experiência. E o problema começa a partir do fato que a experiência e, portanto, a opinião sobre ela pode mudar ao longo do tempo, caso o jogo seja consertado após seu lançamento. Um jogo que o crítico considere injogável devido aos bugs pode prover uma experiência completamente diferente depois do patch. Isso levanta a questão de se os críticos deveriam se retratar e refazer suas resenhas após uma correção dessas. A maioria das fontes que publicam reviews de jogos fazem questão de NÃO  mudar o que foi publicado. Mas um consumidor que planeje comprar um jogo três meses após o lançamento pode acabar sendo desencorajado pelas opiniões que o jogo recebeu quando foi lançado. E isso não é justo nem com o consumidor nem com o desenvolvedor. O que me leva ao meu próximo assunto, os desenvolvedores.

Afinal de contas, por que parece que cada vez mais e mais jogos estão sendo lançados quebrados ou incompletos? A verdade é que o sistema inteiro é defeituoso, mas quem pode levar a maior parte da culpa são as publicadoras. As publicadoras pressionam os desenvolvedores para fazer jogos AAA em ritmo absurdo com menos recursos do que o necessário. Se você der um pulinho no Google, é fácil encontrar histórias terríveis de desenvolvedores que mal viam suas famílias e quase piraram tentando terminar um jogo até o prazo dado. O maior problema ocorre quando o jogo é lançado ainda incompleto devido à pressão exercida pela publicadora, recebe notas baixas, portanto vende pouco e os desenvolvedores que o criaram recebem menos dinheiro. Ou seja, todo o trabalho duro acaba sendo em vão. Mesmo que o jogo seja consertado em uma semana ou em um mês, aquela nota inicial é o que vale. O MetaCritic é a lei. Já que os críticos não refazem suas reviews e o meta-score não muda, os compradores em potencial que pesquisem sobre o jogo daqui a seis meses vão estar lendo as mesmas opiniões de quando o jogo lançou, mesmo que a experiência esteja completamente diferente.

Nananananananana, Bat-árvore!
Provavelmente, quem é mais afetado por esse sistema atual é o consumidor. Comprar um jogo não só significa investir dinheiro como também tempo e esforço. Ninguém quer gastar à toa em um jogo que te deixe frustrado por causa de problemas técnicos. E quem tinha vontade de comprar um determinado jogo até ler as resenhas também sai prejudicado, mesmo depois dos problemas estarem resolvidos. Essas pessoas acabam na difícil posição de ou comprar o jogo torcendo para que os bugs não apareçam ou simplesmente não comprá-lo. E é ainda pior para alguém que estava na expectativa de jogar aquele lançamento.

E o que se há de fazer a respeito? Certamente que os críticos não podem esperar os patches saírem, já que um jogo pode demorar meses para ser consertado. Infelizmente, as publicadores não vão dar aos desenvolvedores nem o tempo nem os recursos a mais para que os bugs sejam corrigidos. E os consumidores, cada dia com mais acesso à informação, não vão simplesmente comprar um jogo e rezar pelo melhor. O que fazer, então? A melhor coisa seria os críticos revisitarem os jogos e mudarem suas notas se e quando os problemas forem resolvidos. Games não são talhados em pedra como música. O disco de um cantor não muda ao longo do tempo, então faz sentido um crítico não voltar e mudar sua opinião. Eu volto a escutar certos discos depois de um ano, sim, mas só para ver se os meus sentimentos em relação a ele mudaram. Os jogos, por outro lado, podem mudar com o tempo. Qualquer crítico com responsabilidade e profissionalismo e que se leve a sério deveria voltar a um jogo consertado e pensar seriamente em mudar sua nota.

Ezio, are you okay? Are you okay, Ezio?
Agora, talvez isso pareça ter potencial para um efeito bola de neve. Onde esse direito de revisão acaba? Será que um crítico vai ter que analisar um jogo multiplayer três anos depois e comentar como a comunidade deixou de existir? Essa noção deve ser aplicada somente em jogos com problemas técnicos, não nos com falhas de gameplay. Um jogo ruim vai continuar sendo ruim, mesmo sem bugs. Mas, se olharmos para dois dos jogos que eu mencionem, Batman: Arkham Knight para o PC e Tony Hawk's Pro Skater 5,  as resenhas dão a entender que existem jogos no mínimo decentes ocultos sob o véu de erros bizarros. Ou seja, a experiência toda pode mudar quando esses problemas forem resolvidos. Jogos como Painkiller: Resurrection ou The Walking Dead: Survival Instinct não vão ficar muito melhores mesmo se o programa estiver perfeito. Portanto, existe uma divisão clara entre os casos em que uma nota revisada é necessária e os em que ela é uma perda de tempo.

Nesse exato momento, o sistema inteiro está quebrado. Não existe uma causa única para o assustador número de grandes jogos sendo lançados em mau estado, e não existe um grupo único sendo afetado por isso. A indústria como um todo precisa se adequar à era moderna.

Bons sonhos.

Fonte: N4G
Imagens: VideoGamesBlogger (1) (2), Twinfinite, Pikdit, The Telegraph

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rio 40 Graus? Fichinha - Quarta Científica #32


O Golfo da Pérsia já é uma das regiões mais quentes do mundo, mas até o fim do século, o aumento do calor em combinação com umidades intensas vão tornar a região quente demais para ser habitável, de acordo com uma pesquisa publicada na Nature Climate Change.

Aquecedores e ares-condicionados atualmente permitem que os humanos vivam em qualquer lugar, desde a Sibéria até o Saara. No entanto, as ondas de calor previstas para o Golfo, onde as temperaturas vão atingir regularmente os 50ºC ou mesmo 60ºC, vão forçar o limite da adaptação térmica que as construções podem nos prover.

Nossos ancestrais viviam sem os sistemas sofisticado de controle térmico que usamos em construções modernas; inconscientemente, eles usavam "desenhos bioclimáticos" diferentes, como ventilação natural ou janelas que se abrem para o sul, e esses conhecimentos ainda são valiosos em muitos climas hoje em dia. Mas os dados recentes sugerem que não será o bastante.

Será, então, que existe um futuro para a habitação das regiões mais quentes do mundo? Migração em massa parece mais provável que continuar vivendo no mesmo lugar e aceitar o desafio, mas descobrir como viver de maneira confortável e sustentável quando estiver quente o bastante para fritar um ovo na calçada pode mudar nosso jeito de ver o design ambiientalmente sensível e o desenvolvimento urbando pelo mundo afora.

Vivendo com o Calor Intenso


O clima é um problema, mas ele também oferece oportunidades. A quantidade de luz solar disponível significa que não haverá falta de eletricidade, muito embora seja necessário criar sistemas eficientes de armazenagem. Também poderemos tirar vantagem da variação da temperatura ambiente durante o ciclo do dia e da noite usando técnicas de "massa termal" para equilibrar as flutuações de temperatura.

Será necessário fazer grandes mudanças no design das construções - estruturas muito reflexivas que absorvem calor vão virar dinossauros arquitetônicos. Ideias tradicionais das regiões quentes da Terra vão voltar a aparecer: paredes grossas que geram estabilidade térmica (melhoradas com materiais inteligentes, com camadas de isolantes ou mesmo materiais com "mudanças de fase"), usadas em conjunto com janelas pequenas. As superfícies dos prédios terão que ser cobertas com materiais inteligentes que refletem o calor absorvido - e eles já existem e foram testados por pesquisadores em cidades como Atenas, que têm verões muito quentes.


Será necessário otimizar os lugares e momentos em que ocupamos prédios, buscando os lugares mais frescos e tirando vantagem de condições noturnas menos intensas. Talvez acabemos vivendo parcialmente sob a terra, para nos beneficiarmos das temperaturas menores e mais estáveis que ocorrem alguns metros abaixo da superfície.

No calor intenso, encontrar sombra se torna algo essencial. Prédios, ruas, serviços e até sistemas de transporte inteiros terão que estar completamente na sombra, ou mesmo serem totalmente subterrâneos. Algumas dessas características já estão sendo exibidas no desenvolvimento de Masdar City em Abu Dhabi, muito embora o projeto (que teve forte influência visual de Norman Foster e seus parceiros) ainda não está totalmente operacional.

Liguem a Indústria do "Ar-Condi"


Podem esperar por um boom dos ares--condicionados. Isso será caro de construir e de manter, e será necessário criar sistemas feitos para temperaturas extremas. A termodinâmica dos designs atuais, que depende das diferenças de temperatura entre a absorção e a rejeição do calor, tornaria muito difícil atingir níveis suficientes e eficientes de remoção de calor conforme as diferenças mudassem e diminuíssem.


Uma possibilidade seria usar a Terra ou os mares e rios como dissipadores, ao invés do ar externo, já que eles estarão a temperaturas menores e poderão absorver o calor, embora não saibamos os efeitos a longo prazo disso. Também é possível que o ar-condicionado seja mais eficaz durante a noite para pré-refrigerar o prédio; as temperaturas do ar noturno devem permitir uma refrigeração mais eficiente.

O design das cidades e os jeitos como elas são usadas em épocas de calor extremo também terão que ser considerados. Andar ao ar livre sem proteção pode ser tão inimaginável quanto sair de uma estação de pesquisa no Ártico para dar uma volta pelado.

Obviamente, isso causará grandes problemas para aqueles que precisam trabalhar ao ar livre: pode ser necessário se construir lugares de refúgio, e até o próprio processo de construção pode acabar restrito aos meses de inverno (ou os meses um pouco mais frios, pelo menos). Os próprios materiais de construção terão que se modificar para poder lidar com mais stress termal e efeitos de expansão.

Cidades Quentes


A forma das cidades e o agrupamento de seus prédios principais terão que ser mudados, para que eles possam providencial um mínimo de auto-proteção. As ruas terão que ser desenhadas para otimizar as sombras e, quando possível, ventilação. Os espaços entre os prédios terão que ser pensados com cuidado e a infraestrutura (possivelmente subterrânea) poderá ser planejada junto com diversos serviços prestados aos cidadãos. Shoppings podem ser submersos e usados para conectar áreas diferentes da cidade, do mesmo jeito que as ruas subterrâneas funcionam nos invernos de cidades muito ao norte, como Montreal.

As próprias cidades talvez acabem se mudando das regiões costeiras devido à combinação problemática de altas temperaturas e altos índices de umidade que ocorrem perto de massas d'água. Em atmosferas mais secas, tecnologias tais quais o resfriamento evaporativo (fontes e sprays de água em sua forma mais básica) podem ajudar a reduzir a temperatura.

Uma alternativa tecnológica a isso pode ser o uso de materiais que absorvem a umidade (chamados de dessecantes regenerados) para desumidificar a atmosfera, mas fazer isso na escala certa seria uma tarefa complexa. Mudar cidades inteiras de lugar só pode ser um plano de longo prazo, mas é algo que vale a pena se considerar agora, enquanto ainda há tempo.

Fonte: IFLScience