quarta-feira, 13 de maio de 2015

Na Sua Cara, Sherlock! - Quarta Científica #14

Quem estiver pensando em cometer um crime, tenha em mente: as bactérias estão em todo lugar. Um estudo piloto demonstrou que os germes em itens pessoais como celulares e sapatos são um jeito eficiente de saber onde a pessoa esteve, coisa que pode ser muito útil em investigações forenses.

Micro-organismos tais como as bactérias são pequenos, variados e, geralmente, exclusivos a certos ambientes, indivíduos ou organismos maiores. Por conta disso, elas seriam excelentes para investigações criminais. Assim como DNA e impressões digitais, um suspeito pode, sem saber, deixar micróbios na cena do crime ou na vítima, o que pode gerar informações sobre a sua identidade ou origem. Algum dia, essas assinaturas microbiais podem ser tão importantes quanto DNA ou digitais, apesar de que ainda falta muita pesquisa para isso.

A Era das Bactérias


A Biologia chama o atual estado do mundo em que vivemos de “era dos mamíferos”, que veio depois da “era dos dinossauros”, que veio depois da “era das bactérias”. Mas há muito mais espécies de bactéria no mundo do que espécies de mamíferos. Se olharmos esses dados, junto com a distribuição e adaptabilidade delas, aparentemente ainda estamos na era das bactérias.

As bactérias são os seres mais abundantes e geneticamente diversos de que temos conhecimento. Essas pequenas criaturas habitam praticamente todos os ambientes, inclusive lugares com condições extremas, como as geleiras em grandes altitudes, regiões polares e fontes termais extremamente quentes. Fora isso, elas estão presentes em várias regiões dos corpos de animais e humanos, especialmente a pele, a boca e o trato intestinal. Essas partes do corpo são o lar de várias comunidades de bactérias e outros micro-organismos que podem mudar dependendo da saúde e da idade do hospedeiro.

Vários estudos foram feitos para descrever o microbioma humano, que é o nome dado à coleção de bactérias com as quais convivemos, e para verificar que a assinatura microbial pode mesmo ser usada em investigações e ser aceita, no final de um processo jurídico, como um meio de prova.
Ao chegar na cena de um crime, geralmente o suspeito tem que andar no chão. Essa foi a premissa inicial do estudo, que tentou determinar a possibilidade de rastrear o paradeiro de pessoas usando a comunidade microbial de seus sapatos.


A equipe analisou os sapatos de 89 participantes selecionados aleatoriamente entre os visitantes de três conferências científicas diferentes nos Estados Unidos. Foi descoberto que os sapatos podiam ser divididos em três grupos, de acordo com a localização geográfica das conferências. Isso ocorreu porque sapatos que entraram em contato com tipos diferentes de superfície continham assinaturas microbiais diferentes, junto com um “microbioma central” pertencente ao dono dos sapatos. 
Obviamente, isso é muito útil para equipes forenses, que poderiam usar a assinatura microbial para saber de quem são os sapatos e onde eles estiveram antes da amostra ser colhida.

A equipe também demonstrou que um dos objetos mais comuns do nosso dia a dia, o celular, também pode ser usado com esse intuito. De acordo com eles, o padrão de micro-organismos em um celular é único, fora que também existem diferenças entre as partes de trás e da frente do aparelho, já que um costuma ficar em contato com as mãos e o outro, com o rosto, especialmente a boca. Essas observações são corroboradas por estudos anteriores que demonstram como comunidades microbiais são diferentes dependendo de qual  parte do corpo elas vêm, e que a assinatura de cada pessoa é única.

Obstáculos A Vencer


Entretanto, os autores também apontaram as dificuldades presentes em implementar essa pesquisa. O microbioma das solas costuma mudar ao longo do dia, o que poderia dificultar a localização de uma pessoa que andou muito. Pela mesma lógica, o microbioma de uma certa superfície também muda se muitas pessoas andam sobre ele.

Mas o microbioma tem outros usos em potencial na investigação forense, fora localizar suspeitos. Nos últimos anos, muita pesquisa foi dedicada ao estudo das mudanças nos micróbios presentes em corpos em decomposição, batizado de “necrobioma”, como forma de determinar a hora da morte. A razão para esse estudo segue a mesma linha de outro método comum na disciplina forense: entomologia. Insetos que fazem ninho em cadáveres em intervalos específicos são usados nessa área para responder uma das perguntas mais importantes em um caso de homicídio: quando? Isso porque dá para se prever quais insetos colonizarão um cadáver em cada intervalo de tempo após a morte, então estudá-los revela informações sobre o tempo mínimo desde o óbito.

Exposição dos insetos que se estabelecem em cadáveres ao longo do tempo.
Esse pequeno estudo é importante, mas não será uma revolução para os que atuam na área. Ele é simplesmente o “Princípio da Troca de Locard”, um dos pilares da investigação forense, estendido ao nível microbial: “Todo contato deixa um traço”. Ainda há muito trabalho a fazer para determinar o uso prático desse método no futuro. Um bom jeito de começar seria aumentar a escala dos experimentos, com mais voluntários.

Fonte: IFLScience

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Arte Imita a Vida e a Vida Imita a Ficção Científica - Tecno-Segunda #13



A nova aeronave elétrica de dez motores da NASA consegue decolar, pairar e aterrissar como um helicóptero, mas voa com a mesma eficiência de um avião. Ela  consegue alternar entre voo vertical e horizontal no ar. Batizado de Greased Lightning [Relâmpago Lubrificado, em tradução livre] ou GL-10, o primeiro protótipo, com 3 metros de envergadura, recentemente completou seus primeiros voos com conversão na base militar Fort A.P. Hill, na Virgínia.

"Tivemos sucesso em fazer a transição da planagem para o voo tradicional e de volta para planagem nos testes de voo," disse Bill Fredericks, membro do Centro de Pesquisa Langley da NASA, em uma reportagem. Até então, esse procedimento foi realizado em cinco voos.

Na última versão, o avião, controlado remotamente, tem oito motores elétricos nas asas e dois na cauda. Os dois grupos das asas recebem o mesmo comando, assim como o par da cauda. Portanto, de acordo com o piloto principal do Greased Lightning, Zack Johns, é a mesma coisa que controlar um avião de três motores. O protótipo pesa 28 quilogramas e faz menos barulho que um cortador de grama elétrico.

O time construiu um total de 12 protótipos usando materiais que iam de espuma a fibra de vidro e fibra de carbono. "Cada protótipo nos permitiu responder perguntas técnicas sem gastar muito dinheiro," disse David North do centro Langley. "Perdemos alguns protótipos em 'pousos forçados', enquanto aprendíamos a configurar o sistema de controle de voo. Mas cada perda nos ensinou alguma coisa e pudemos seguir em frente."

O Greased Lightning pode ser útil em diversas áreas, ainda mais se ele puder ser convertido em um drone de controle remoto. "Ele poderia ser usado para entregas de pequeno porte ou decolagens e aterrisagens verticais, monitoramento de long prazo para agricultura, cartografia etc." Fredericks complementou. "Uma versão maior, bem maior da que estamos testando, poderia ser um excelente veículo aéreo pessoal para até quatro pessoas."

Agora que foi demonstrado que o Greased Lightning pode decolar dos mesmos lugares que qualquer helicóptero, o próximo objetivo é provar que o seu protótipo consegue ter uma aerodinâmica quatro vezes mais eficiente que um helicóptero em movimento.

O Greased Lightning está sendo exposto na conferência de 2015 da Association for Unmanned Vehicles Systems International em Atlanta. Veja abaixo um vídeo da transição acontecendo.



Fonte: IFLScience

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Tudo Que Mamãe Gosta - Receitas de Sexta #11

Barquinhas de Batata com Creme Azedo




6 batatas
250g de queijo cheddar
500g de creme azedo
Bacon pícado à gosto
Óleo para fritar

- Aqueça o forno a 190ºC.
- Espete as batatas com um garfo e leve ao microondas até elas cozinharem, de 10 a 12 minutos.
- Corte as batatas ao meio, escave o miolo, retirando aprox. 3/4 do conteúdo.
- Aqueça o óleo e frite as batatas por aprox. 5 minutos. Deixe escorrer sobre papel-toalha
- Preencha as barquinhas com queijo e bacon e leve ao forno em uma assadeira untada.
- Asse até o queijo derreter e sirva com o creme azedo por cima.

Aletria com Filé de Frango ao Molho




6 filés de frango
1/4 de xícara de manteiga
1 tablete de caldo de legumes
1/2 xícara de vinho branco
1 pacote de mistura para sopa de cogumelo
150g de cream cheese
Cebolinha a gosto
500g de macarrão aletria (cabelo de anjo)

- Aqueça o forno a 170ºC
- Leve uma panela ao fogo baixo, derreta a manteiga e misture o caldo de legumes
- Adicione o vinho, a sopa, o cream cheese e a cebolinha
- Misture até ficar homogêneo, deixe aquecer e desligue antes que ferva
- Disponha os filés de frango na assadeira e cubra com o molho.
- Leve ao forno por 60 minutos.
- Aprox. 40 minutos depois do frango começar a assar, cozinhe o macarrão em água salgada até ficar al dente e escorra.
- Sirva o macarrão com o frango e o molho por cima.

Torta Cobbler de Chocolate




6 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de farinha
1 colher de café de fermento em pó
3/4 de xícara de açúcar
1 1/2 colher de sopa de chocolate em pó
1/2 xícara de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
1/4 de xícara de chocolate em pó
1 xícara de açúcar
1 1/2 xícara de água fervente

- Aqueça o forno a 180ºC.
- Derreta a manteiga e coloque-a em uma forma
- Em um recipiente, misture a farinha, os 3/4 de xícara de açúcar e a 1 1/2 colher de sopa de chocolate.
- Adicione o leite e a baunilha, mexendo até misturar completamente. Despeje a massa sobre a manteiga derretida na forma.
- Junte o restante do açúcar e do chocolate e polvilhe sobre a massa.
- Lentamente despeje a água fervente por cima.
- Leve ao forno por 30 minutos. Sirva morno com sorvete.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Escuro ou Claro, Rebelde ou Aprendiz, Sempre Uma Pilha de Dinheiro - Quinta Jogando #12

Star Wars: The Force Unleashed apresentou Starkiller (Galen Marek) à galáxia: um poderoso usuário da Força adotado ainda criança por Darth Vader como um aprendiz secreto. Com a benção e incentivo de George Lucas, Starkiller deveria mostrar o que um usuário da Força é capaz de fazer sem nenhum freio, fazendo uso de poderes que rivalizam ou talvez ultrapassem os de Yoda e do próprio Vader. Isso foi algo novo e empolgante para o universo Star Wars na época. Algo que era para demonstrar que os videogames tinham sido completamente abraçados como um método de contar histórias. Fora isso, foi uma ponte entre as duas trilogias que gerou consequências bem duradouras.

Recebendo o nome de Starkiller depois de adulto, sua missão era eliminar os últimos Jedi vivos no caminho de um objetivo maior: ajudar Vader a matar o Imperador e se tornar, definitivamente, um Lorde Sith. Entretanto, sua existência foi descoberta pelo Imperador e Vader teve que mudar para o plano B: formar um grupo de resistência que destruiria o Imperador. Palpatine estaria tão distraído pela guerra civil que se seguiria que abaixaria sua guarda e daria a Vader uma oportunidade de atacar.

E então algo aconteceu. Não, não estamos falando de como a história de "começar uma rebelião" foi um plano concebido por Darth Vader e o Imperador como um jeito de atrair traidores. Também não estamos falando de como Starkiller deu uma de Vader às avessas, descobrindo a Luz, se apaixonando e se sacrificando na luta contra Palpatine, um sacrifício que marcou o início da Aliança para a Restauração da República (posteriormente chamada de Aliança Rebelde) que adotou a insígnia de Marek como seu símbolo. Estamos falando de Setembro de 2012, quando foi anunciado que tudo que ocorreu no Universo Expandido de Star Wars não era mais canônico à franquia. Ou seja, nenhum videogame, seja The Force Unleashed, Knights of the Old Republic ou Republic Commando, influenciou o universo Star Wars de qualquer maneira, o que invalidou tudo que os videogames contribuíram para a história.

Na atual conjuntura, a história oficial da Aliança Rebelde é um pouco mais tradicional. Como foi mostrado na série Star Wars: The Clone Wars, os últimos membros da Ordem Jedi se juntam a membros dissidentes do Senado Imperial. Juntos, eles formam uma aliança dedicada a travar uma guerra de desgaste contra o Império. Simples, lógico e completamente sem graça.


Por um lado, o fato de não ser canônico permite a existência de todos os acontecimentos insanos de The Force Unleashed 2, especialmente o final. Se não influencia nada, então dá para fazer qualquer coisa. Por outro, usar Starkiller para fundar a rebelião como parte de um plano para encontrar traidores no Império é uma ideia tão maluca que somente um gênio poderia concebê-la. E pelo menos faz mais sentido que bactérias espaciais serem o fator determinante para ser sensível à Força.

Parando para pensar, Starkiller fundando a Rebelião pode ser interpretado de dois jeitos. Primeiro, é o esforço supremo de Darth Vader de subir ao poder. Até então, os fãs o conheciam ou como o impetuoso (e chorão) Anakin Skywalker, que traiu a Ordem Jedi inteira, ou como Darth Vader, o cara que conseguia esmagar a sua traqueia do outro lado de uma chamada de vídeo. Mas o processo de treinar e usar Starkiller (e, por tabela, a Aliança Rebelde) para matar o mestre que ele sabe que não derrotaria em uma luta direta demonstra que Vader também consegue ser muito paciente. A Aliança demorou bastante, mas eventualmente conseguiu criar a oportunidade que ele precisava para eliminar o Imperador. Vader pode ter atirado uma pedra que demorou décadas para acertar o alvo, mas pelo menos conseguiu ficar conhecido como o maior fodão da galáxia no processo.


Outra interpretação possível é que a história de Starkiller é o Imperador cometendo suicídio. Foi ele quem concebeu o elaborado plano para consolidar ainda mais seu próprio poder, mas o tiro saiu pela culatra e eventualmente destruiu tudo que ele havia conquistado. Ou talvez Palpatine quisesse ver se Vader tiraria vantagem de seus planos e provaria seu mérito matando o próprio mestre como os Sith costumam fazer. Ambas as ideias facilmente podem ser vistas como desejos suicidas.

A história de Starkiller gera uma pilha de perguntas que torna os acontecimentos da série Star Wars ainda mais interessante. Se a Aliança foi criada como parte de uma trama secreta do Império, que impacto isso teria no seu senso de identidade? Se o Imperador permitiu sua própria queda, então ele era a única pessoa que podia se derrotar? Seja qual for a interpretação, a presença de Starkiller cria um ar de complexidade em uma história que, até então, era bem simples, isso sem falar nas consequências dos outros jogos. Ao negar a presença de Starkiller no universo, Star Wars perdeu uma peça muito valiosa.

Fonte: ShackNews

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os Anos De CoD Estão Chegando - Quarta Científica #13


Parece coisa de filme: Uma explosão joga um soldado ao chão. Por fora, ele está bem, mas por dentro, está com hemorragia e se esvaindo em sangue. Um médico chega ao local e imediatamente aplica uma injeção de nanopartículas que se dirigem ao sangramento e ajudam o sangue a coagular, salvando a vida do soldado. Essa cena pode deixar de ser ficção logo logo.

Um time da Virginia Tech e da Universidade Case Western Reserve ampliou pesquisas anteriores para criar nanopartículas coagulantes que conseguem levar medicamentos diretamente ao local do ferimento, iniciando o tratamento antes mesmo do paciente sair do campo de batalha ou do local do acidente.

Ferimentos de explosão, seja por causa da onda de choque, de estilhaços ou do impacto com o chão, são a causa de 79% dos ferimentos em combate, causando hemorragias no cérebro, nos pulmões, no fígado e em outros órgãos. De acordo com os pesquisadores, eles começaram essa pesquisa porque "é horrível não haver um tratamento para hemorragia interna."

"O mais legal das nanopartículas é que você pode criá-la com o propósito de ir até seu alvo" disse Pamela VandeVord, pesquisadora da Virginia Tech, ao Student Science. Assim que elas são injetadas, as partículas entram na corrente sanguínea, onde elas vão atrás das plaquetas, as células responsáveis pela coagulação. Quando encontram uma, uma camada química em volta da nanopartícula adere à plaqueta, fundindo as duas.

Pesquisas feitas anteriormente já tinham demonstrado como esse procedimento de juntar plaquetas e nanopartículas aumentava a taxa de sobrevivência a explosões de 60% para incríveis 95%. Essa nova pesquisa, publicada na revista ACS Macro Letters, mostra que o benefício das nanopartículas pode ser ainda maior se elas forem carregadas com esteróides anti-inflamatórios. Após chegar ao local do trauma, as nanopartículas se desfazem naturalmente, liberando o medicamento diretamente no local.

Anteriormente, o grupo constatou que a sobrevivência dependia muito do dano pulmonar, e que, ao reduzir o sangramento nos pulmões, as partículas contribuíam muito para a recuperação. Dessa vez, os resultados foram parecidos: Imediatamente após o ferimento, as nanopartículas ajudaram a restaurar o funcionamento dos pulmões dos ratos feridos, e após uma semana eles ainda estavam se recuperando melhor que os animais que não receberam o tratamento.

Esses resultados impressionantes seriam úteis até mesmo fora das zonas de guerra. Sendo hemorragias internas a causa de morte mais comum entre pessoas na faixa de 5 a 44 anos nos Estados Unidos, os pesquisadores torcem para que as injeções de nanopartículas ajudem pessoas feridas em situações mais cotidianas, como acidentes de trânsito.

Imagem: MemeDroid

Fonte: IFLScience

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Estava No Roteiro" Não É Uma Resposta Válida - Terça no Cinema #12

Criar um bom herói ou vilão é uma tremenda corda bamba. Eles precisam ser duros na queda ou a batalha final vira briga de criança. Mas se eles forem duros demais, ficam sem-graça, já que não há drama na invencibilidade. A melhor coisa a fazer é escrever personagens equilibrados com seus próprios desafios físicos e morais a superar. A pior coisa a fazer é dar superpoderes malucos que não são usados no frigir dos ovos. Tipo...

Batman E Seu Super-Chute



Em O Cavaleiro Das Trevas Ressurge, Bane planeja destruir Gotham City com seu time de terroristas e seu amor por monólogos que ninguém consegue entender. Batman, que não é o tipo de bat-pessoa que aceita a destruição de bat-cidades inteiras, vai atrás de Bane e os dois entram em uma batalha de vozes ridículas. O que se segue é o Homem-Morcego apanhando como um filho que apanha da mãe, perdendo todos os batbrinquedos e ainda levando uma fratura na coluna de brinde.

Mas Espera Aí


Bane é o anti-Batman. Sem tecnologia nem piedade, ele o conhece e a todos os seus acessórios, e suas excelente condição física consegue aguentar todo o treinamento que Batman possui. Mas o Cruzado Embuçado tem uma arma secreta que Bane não teria como prever: em uma cena anterior, vemos Bruce Wayne voltando à forma, o que inclui colocar uma braçadeira de perna hi-tech que consegue arrancar tijolos da parede na base do chute.


Essa habilidade seria uma enorme vantagem em qualquer luta, ainda mais pelo fato de ser um truque novo que pegaria Bane de surpresa. E justamente por isso, nunca mais se ouve falar dele. O que aconteceu aí? Esqueceu de colocar a braçadeira antes de ir para a luta mais importante da vida? Comassimbial? Sugere-se que ele precisa desse equipamento para fazer suas bat-proezas, como dar voadoras de vingança na injustiça do mundo. Nesse primeiro embate, Bane deveria ter saído de cena com seus testículos no lugar dos olhos enquanto o homem-morcego fazia a dancinha da vitória.



A Fraqueza Dos Jedi: Ar



Star Wars Episódio III conclui a história de um grande herói terminando sua descida ao lado negro... e também tem Anakin Skywalker virando Darth Vader. A cena de abertura é uma batalha espacial gigantesca entre a República e os Separatistas, que são tão malignos que sequestraram o Chanceler Palpatine e nos fez aturar tipo 200.000 horas dele falando de relações de comércio.

Anakin e Obi-Wan abordam a nave onde Palpatine está e imediatamente são confrontados por um batalhão de dróides. Os dois Jedi rapidamente dão cabo dos inimigos, porque é óbvio que mandar robôs atrapalhados contra dois cavaleiros espaciais com poderes mágicos é uma excelente ideia.

Mas Espera Aí


Anakin e Obi-Wan têm poderes telecinéticos, agilidade sobre-humana e, claro, sabres de luz. Mas os incompetentes dróides ainda têm uma vantagem essencial contra os Jedi: não precisar de oxigênio. Em terra, isso é irrelevante, mas essa luta se passa em um hangar que aparentemente até já está aberto para o espaço. Por que tem oxigênio naquela parte da nave para começar? É um hangar operado completamente pelos dróides. Oxigênio dá barato neles ou o quê?

Não só era para ser possível desligar o oxigênio para aquela parte da nave, era para ser impossível que ele estivesse lá para começar. É só desligar o campo de força mágico e o resto do filme seria os Sith decorando o jardim com dois Jedi-colés.

Neo Só Voa Quando Quer




No final de Matrix, Neo morre e volta à vida pelo poder do amor e da preguiça do roteirista. Agora ele pode voar, parar balas com as mãos e, principalmente, mergulhar de cabeça dentro do Agente Smith, fazendo-o explodir. Basicamente, um Superman gótico.

Mas Espera Aí


Matrix Reloaded começa com uma luta contra três agentes e Neo comentando que eles "melhoraram", que pode ser traduzido como "o ataque do Alien explosivo não vai mais dar certo". E isso é muito válido, porque eu imagino que perto da centésima vez que você vê o Keanu Reeves explodindo o peito de alguém, a coisa começa a perder a graça.


Mas e o seu poder de voar? No vídeo acima, ele decola com tanta força que o mundo se deforma em volta dele. No terceiro filme, só a velocidade de voo faz os prédios próximos caírem aos pedaços. Ninguém aqui é especialista em kung fu, mas não seria o poder de sair voando em velocidades supersônicas e depois se lançar de volta ao chão com força suficiente para abrir uma cratera algo levemente útil?

Mas não, todos os novos poderes do Escolhido são ignorados em favor de chutes voadores levemente mais elaborados. As regras de combate dele devem ser as mesmas que os Wachowski usam enquanto escrevem: ser maneiro é mais importante que fazer sentido.

Voar, Voar, Explodir, Explodir



Estamos magnânimos hoje, então vamos dizer que os filmes dos Transformers têm um espectro semitransparente que pode ser chamado de história. O primeiro gira em torno do AllSpark e depois de algumas horas de robôs de computação gráfica se socando, Shia LaBeouf tenta fugir com o MacGuffin tecnológico em um helicóptero militar, mas o que se sucede é o que faz esse filme ser do Michael Bay.


Mas Espera Aí


Ninguém vai te julgar se você não puder diferenciar quem é cada pilha de metal renderizado, mas os Autobots e os Decepticons tinham uma diferença importantíssima: os vilões voam, os heróis não. Então, sim, colocar o AllSpark em um helicóptero ajudou muito... os vilões da história. Eles poderiam ter simplesmente seguido o cubo pelo ar enquanto os Autobots não poderiam fazer nada além de balançar os punhos para o céu em ódio.

Na verdade, esqueça o AllSpark. Como a batalha chegou tão longe em primeiro lugar, se um lado voa e o outro não? Nós testemunhamos Megatron voando com Optimus Prime se agarrando a ele, então por que não pegar os terrestres Autobots, levá-los quilômetros no ar e deixá-los cair? Ou então, no mínimo, ficar voando e atirando sem dar chance de serem socados ou agarrados, que é basicamente só o que os Autobots têm como arma além da voz sensual de Optimus Prime?

Magneto Não Gosta De Apelar



Em X-Men: O Confronto Final, Magneto e seus amigos tentam destruir a fonte de uma cura para mutações. O laboratório fica na Ilha de Alcatraz, então Magneto junta suas tropas em cima da ponte Golden Gate e usa seus poderes de manipular metal para levantar a ponte inteira até a ilha. Por que não simplesmente jogar a ponte na ilha, por incrível que pareça, não é nosso argumento.

Sua contribuição na batalha amonta a jogar carros flamejantes a esmo como se fossem Molotovs gigantes. Os mocinhos se protegem do ataque e, para resumir, Magneto perde a briga e seus poderes.


Mas Espera Aí


No filme anterior, vemos Magneto transformar micropartículas de ferro que estavam na corrente sanguínea de um homem em balas, que são usadas para abater o resto dos guardas presentes.


Por que não fazer a mesma coisa para combater um mini-exército? Metal suficiente não era problema, já que Magneto estava de pé em uma ponte cheia de carros. Ele poderia tê-los transformado em um bilhão de balas e feito seus inimigos, literalmente, engolirem chumbo. E isso se ele estivesse de bom humor. Se não estivesse, que tal um redemoinho de fragmentos de metal que transformaria qualquer ser vivo na ilha em purê, isso sem nem precisar colocar os pés lá? Dá para se proteger de um carro catapultado na sua direção, mas e quanto a milhares de navalhas minúsculas? Talvez o problema seja esse, Magneto queria tanto mostrar do que era capaz que esqueceu que o que importa é a mágica, não o tamanho da barra de ferro.

Fonte: Cracked

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Energia Barata E Prática? Nikola Estaria Orgulhoso! - Tecno-segunda #12



O mais provável é que você associe o nome Tesla a carros, carros maneiríssimos,  mas a empresa tem uma visão que vai muito além disso. Hoje, o CEO e fundador Elon Musk anunciou a criação da "Tesla Energy", uma nova divisão da empresa focada no fim da nossa dependência das redes elétricas em favor da energia solar.

O primeiro produto da Tesla Energy é a "Bateria Caseira Powerwall", uma bateria fixa que fornece energia a residências. Ela é recarregável e usa a tecnologia de íons de lítio, a mesma das baterias automotivas atuais da Tesla, e pode ser fixada em qualquer parede, o que reduz em muito a complexidade de se ter uma fonte de energia local.

"O problema com as baterias de hoje é que elas são uma porcaria," disse Musk na coletiva de imprensa onde anunciou a Tesla Energy "Elas não são confiáveis, custam muito caro, são uma droga em geral"

A solução da Tesla, de acordo com ele, é diferente.

Para começar, as novas baterias custam de US$3000 a US$3500, para as versões de 7 e 10 kW/h, respectivamente, e pode incluir a alfinetada na Apple que for de seu gosto. O produto já está em pré-venda nos Estados Unidos e as primeiras remessas serão entregues "até o fim do verão" [deles, inverno nosso].

Assim como baterias normais, elas podem ser usadas em conjunto, até um máximo de nove, para criar uma fonte de energia forte e estável. Musk disse acreditar que elas podem ajudar pessoas nos mercados emergentes ou lugares remotos a "saltar" sobre a necessidade de um sistema de energia préexistente, do mesmo jeito que celulares se tornaram mais importantes que fios de telefone em partes ermas do mundo.

Carro elétrico estilozaço vendido separadamente.

A Tesla Powerwall se carrega a partir da energia solar, mas também se integra à rede elétrica "para extrair um estoque de energia e dar aos clientes a flexibilidade de usar suas próprias reservas." As baterias se recarregam de forma 'inteligente', escolhendo horários em que o consumo é mais barato, assim economizando dinheiro. Ela também armazena energia solar para uso posterior, durante a noite por exemplo, e pode servir de reserva em casos de queda de força.

Limpar a rede de energia é um plano ambicioso, tipo ir para o espaço, mas Musk acredita ser possível. Ele explicou que 160 milhões de baterias poderiam tornar a rede de energia dos Estados Unidos renovável, e que 900 milhões fariam isso pelo mundo todo. E além disso, há o potencial de fazer os carros do mundo funcionarem com energia limpa.

"A humanidade é capaz disso," disse Musk. "Não é impossível, é algo que podemos fazer. Mas outras empresas vão ter que colaborar."

Musk disse também que a Tesla vai coninuar com sua política de criar patentes abertas para estimular essa cooperação.

Diferente do que fazem muitas empresas hoje em dia, a coletiva de imprensa da Tesla, totalmente mantida por energia solar, foi curta e grossa, com pouquíssimo floreio.

Musk tornou realidade (e de forma elegante) a ideia dos carros elétricos e está na vanguarda da exploração espacial com a SpaceX. A Tesla Energy é outro conceito que, mesmo fora do escopo de compreensão de muita gente, tem possíveis consequências de proporções enormes, caso ela atenda às expectativas de seu fundador.

Fonte: TechCrunch